Com formação no renomado Internacional de Porto Alegre, guarda-redes impôs-se de imediato nos leões de Lourosa
Com formação no renomado Internacional de Porto Alegre, guarda-redes impôs-se de imediato nos leões de Lourosa

Nasceu no Internacional, voa como um pássaro, não é Cardinali... mas faz magia

Na sua época de estreia no futebol português, Vítor Hugo tem provado que é mesmo gigante (1,95 metros) e vai brilhando na baliza do Lusitânia de Lourosa. Ma(n)ga bem arregaçada em Leiria. Luso-sueco desponta em Faro. Esajas é Robyn dos Bosques em Chaves

Quer queiramos, quer não, um jogador brasileiro ter formação num dos clubes de nomeada no seu país natal deixa logo antever algo de positivo. Falamos de Vítor Hugo, nascido e criado para o futebol no histórico Internacional de Porto Alegre e que do outro lado do Atlântico passou ainda por Figueirense, Vila Nova e Azuriz.

No início da presente temporada abriram-se-lhe as portas do futebol europeu e o guarda-redes foi aposta do Lusitânia de Lourosa. Na ótica de Pedro Miguel, o treinador, em boa hora a estrutura presidida por Hugo Mendes e cuja pasta da gestão desportiva é da responsabilidade de Nuno Correia assegurou os serviços do atleta.

O gigante (1,95 metros) goleiro canarinho pegou de estaca no emblema aveirense — falhou apenas um dos 29 jogos que a equipa contabiliza nesta edição da Liga 2, e porque estava castigado (foi expulso diante do Sporting B, na 8.ª jornada, pelo que falhou o encontro da ronda seguinte, frente ao Vizela) — e desde a primeira hora deu indícios de todas as qualidades de que é possuidor.

Muito forte entre os postes, com uma agilidade que lhe permite reagir quase sempre no tempo certo a todas as situações de perigo (mesmo quando se depara com remates à queima-roupa), Vítor Hugo tem também uma apreciável reação ao espaço quando o jogo lhe pede o controlo da profundidade. Nesses momentos, torna-se um elemento de extrema importância a evitar as transições adversárias.

Ainda que os lusitanistas estejam na zona baixa do ranking dos golos sofridos (apenas o Leixões apresenta pior registo), esse dado não pode ter apenas ligação direta com o guarda-redes, uma vez que a estratégia coletiva e o processo delineado pelo técnico pode deixar o dono da baliza mais exposto do que o desejável. Tem acontecido.

E esse facto até leva ao outro extremo da análise: se a equipa até sofre bastantes golos, como é que o número 1 (que, neste caso, até é tem o 32 no dorsal) pode ter patamares de destaque a cada jornada? É verdade. Parecendo antagónico, não deixa de ser verdade. Porque Vítor Hugo tem, lá está, um lastro de recursos que já lhe garantem um lugar entre os preferidos da apaixonada massa associativa dos leões de Lourosa. Tem feito por merecer.

Aos 24 anos — completa 25 no dia 27 de julho —, o brasileiro tem ainda bastante margem de progressão e o contexto competitivo onde está inserido vai permitir-lhe crescer ainda mais. Assim sendo, e em paralelo com a experiência que vai acumulando, Vítor Hugo tem tudo para chegar a outros patamares no futebol português.

O Lusitânia de Lourosa está, ainda assim, precavido, uma vez que com ele tem contrato até 2028. Vítor Hugo não é Cardinali, mas também faz a sua magia...

MA(N)GA ARREGAÇADA

Miguel Maga chegou no início da presente temporada à UD Leiria e rapidamente assentou arraiais na cidade do Lis.

Aos 26 anos, o lateral-direito cuja maior parte do processo de formação foi dividido por Penafiel e Vitória de Guimarães, está a realizar a melhor época da carreira e já leva 31 jogos (está a apenas quatro do seu recorde), três golos e duas assistências. Competência a defender, por fora ou por dentro, quando a bola está a ser disputada no flanco contrário, é a sua imagem de marca, mas a astúcia para explorar o flanco também está sempre lá, Ma(n)ga arregaçada, portanto.

ARES NÓRDICOS A SUL

Nascido em Portugal e com descendência sueca (foi internacional sub-17, sub-18 e sub-19), Leonardo Oliveira iniciou-se no FC Porto, passou pelo Padroense e fez quase toda a caminhada formativa no Famalicão. Na época passada chegou a estrear-se pelos de Vila Nova, mas na presente campanha rumou a Sul para servir o Farense.

Os nove tentos apontados em 24 jogos pelos sub-23 catapultaram-no para a equipa principal dos algarvios e na estreia... um golo! Destaca-se pelo bom posicionamento na área, tem faro e é forte nos duelos. Com apenas 21 anos, tem todo um caminho pela frente...

ROBYN... DOS BOSQUES

Quando decidiu contratar um extremo, no início da época, o Chaves foi aos Países Baixos e recrutou Robyn Esajas. Com formação no renomado Feyenoord e passagens ainda por Az Alkmaar, Den Haag e Maastricht (neste último emblema contabilizou, em 2024/2025, 35 jogos, um golo e duas assistências), o virtuoso ala, de 24 anos, chegou a Trás-os-Montes para acrescentar velocidade e irreverência ao jogo ofensivo dos flavienses.

Além de ser possante fisicamente, Esajas tem muitos e bons recursos nos lances de um contra um. Se a isso começar a juntar mais golos, pode voar.