Golo de Rodrigo Pinheiro que deu o empate aos minhotos (aos 90+10') no dragão foi um dos momentos que Hugo Oliveira destacou - Foto: RODRIGO FERREIRA
Golo de Rodrigo Pinheiro que deu o empate aos minhotos (aos 90+10') no dragão foi um dos momentos que Hugo Oliveira destacou - Foto: RODRIGO FERREIRA

Famalicão lança minidocumentário para eternizar época «memorável»

Os protagonistas do Famalicão fizeram a retrospetiva de uma temporada feliz

«Raízes» - foi a palavra escolhida pelo mister Hugo Oliveira para descrever aquilo que a sua equipa criou em Famalicão. «Raízes fortes que nos foram segurando durante a época e raízes que acho que são de tal maneira fortes e belas que o que nasceu depois da terra, jornada a jornada, foi belo», metaforizou o técnico que levou o conjunto minhoto à melhor classificação de sempre. 

Ainda assim, o treinador considera que mais do que o recorde de 56 pontos recorde e 5.º lugar, «foram criadas memórias que nunca serão esquecidas». «O desfecho é histórico, mas foi alicerçado nestas raízes em várias memórias durante a época. Para mim, foi especial e espero que tenham sido as primeiras de muitas memórias que vamos construir juntos», acrescentou.

De entre os momentos, Hugo Oliveira destaca o golo de Rodrigo Pinheiro no Dragão, o abraço quando Abubakar marcou ao Alverca e derrota de 0-5 contra o Gil Vicente. Esse desaire pesado esteve em foco no minidocumentário. Zlobin, Rodrigo Pinheiro, Gustavo Sá e Gil Dias concordaram que esse foi o momento mais «marcante» da temporada.

«A derrota em Barcelos foi extremamente importante. O ponta de lança, o guarda-redes, o analista, o fisioterapeuta… todos estavam a vivê-la da mesma maneira. Foi duro, mas sentimos íamos acabar bem. Os treinos seguintes fizeram-me sorrir muito, porque, naquele momento, senti que o resto do campeonato ia ser muito interessante», confessou o mister

«Sentimos frustração, mas conseguimos transformar esse sentimento numa força que uniu o grupo e com vontade de dar uma resposta. A partir daí, a equipa deu as mãos e fez um final de época muito bom», disse Gil Dias. «Lembro-me de, no dia a seguir à derrota, falar com o Gil Dias e dizer que sentia mesmo que podíamos acabar em quinto», recordou Gustavo Sá. E tal aconteceu. «Pela posição em que acabámos, acho que nos devemos sentir orgulhosos. Toda a gente dentro do clube, não só os jogadores, tem de se sentir orgulhosa do trabalho que fez», sublinhou o capitão.

«Desde o primeiro dia, na pré-época, a exigência foi máxima nos treinos, mas, ao mesmo tempo, tentámos ser felizes, dentro ou fora de campo. Orgulho. Só tenho essa palavra na cabeça. Tenho orgulho, não só eu, mas todos os que trabalham no clube e as pessoas da cidade», afirmou, por seu turno, Zlobin.

O quinto lugar só não deu acesso à segunda pré-eliminatória da UEFA Conference League porque o Torreense venceu a Taça de Portugal. Caso tivesse sido o Sporting a vencer no Jamor, o Famalicão estaria na Europa na próxima temporada.

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