João Henriques, treinador do Nacional.-Foto: NACIONAL
João Henriques, treinador do Nacional.-Foto: NACIONAL

Nacional: João Henriques quer equipa competitiva para travar o Académico de Viseu

Treinador antevê duelo difícil com os viseenses, que vêm com uma dinâmica de vitórias

Na antevisão ao confronto com o Académico de Viseu, que se realiza neste sábado na Choupana, João Henriques, treinador do Nacional, elogiou a boa fase do adversário, que chega motivado por uma sequência de vitórias, ressalvando, contudo, a capacidade competitiva da sua equipa, como se viu nos dois últimos jogos.

«É uma equipa pragmática, solidária quando tem de defender, com bons princípios, e com jogadores que se conhecem há bastante tempo e que vêm de uma sequência e uma dinâmica boa de vitória, porque vem de uma subida de divisão. Entraram nesta época com um novo treinador, mas os jogadores conhecem-se muito bem entre eles. Naturalmente que com seis vitórias consecutivas, as coisas tornam-se todas muito mais fáceis. O conforto dos pontos dá-lhes essa segurança para enfrentar cada um dos jogos de uma forma bastante positiva. Por isso, é uma equipa que está num extraordinário momento, e não é fácil na nossa Liga fazer seis vitórias consecutivas. É muito difícil conquistar pontos, quanto mais seis vezes seguidas a vencer. Mas, evidentemente, que nós também temos os nossos argumentos, também temos uma forma de abordar os jogos. Nestes últimos dois demos um ar de uma equipa competitiva e é essa equipa competitiva que vai estar dentro do campo, para se transformar num adversário difícil», sublinhou.

Abordando o momento do plantel alvinegro, o técnico lembrou que é o quarto treinador da época [antes, João Gião, Alexandre Santos e o interino Bruno Abreu] e elogiou a atitude dos futebolistas no processo de assimilação de ideias. «A equipa está neste processo de adaptação, eu sou o quarto treinador. Não é fácil para os jogadores receberem tanta informação e em tão pouco tempo. Não é fácil, mas é um processo que eles estão a querer assimilar rápido, para que também possam mostrar em campo aquilo que eles sabem fazer — sobretudo aquilo que sabem fazer, não tanto as ideias que nós trazemos. Mas eles têm potencial para fazer coisas muito boas e ficou demonstrado nestes dois jogos que eles sabem ser uma equipa competitiva, que conseguem jogar contra qualquer equipa de igual para igual. Falta depois este conforto dos pontos que o nosso adversário de amanhã tem, e de a equipa ser mais frequente a conquistar pontos, a fazer golos, a estar perto da baliza adversária, a ter baliza a zeros, que são coisas importantes», afirmou.

«Mas isto é tudo um conjunto de coisas, não podemos isolá-las de todo, porque eu não vejo o jogo assim. Estamos aqui não chega a duas semanas de trabalho com a equipa e vejo coisas muito boas deles, a quererem crescer como equipa, e naturalmente o processo ofensivo é uma das coisas que nos preocupa, tal como o processo defensivo, como as bolas paradas — é todo um conjunto de situações que nós queremos. Agora, aquilo que me deixa extremamente satisfeito, é a forma como os jogadores estão a trabalhar durante a semana e a forma como nestes últimos dois jogos mostraram que são uma equipa competitiva», disse ainda.

Quanto às condições meteorológicas previsíveis, adversas para o dia do jogo, João Henriques garantiu que a equipa está preparada para se adaptar a diferentes cenários táticos. «Preparámos o plano A e o plano B, e às vezes o C e o D, por aí fora. Sabemos que é algo que pode acontecer e aí ambas as equipas vão ter de se adaptar. A questão da chuva, do campo ficar mais pesado, o vento que poderá estar também forte... são situações que nós não controlamos, mas temos de nos adaptar. Transforma muito daquilo que é a essência das duas equipas, porque o Académico de Viseu é uma equipa que gosta de jogar, tem um jogo associativo, gosta de ter a bola no chão, nós também vamos querer fazê-lo, se for possível. Se não for, temos de nos adaptar e temos o plano B para isso», apontou o treinador.

Por fim, ao perspetivar a estreia no estádio do Nacional, João Henriques reforçou a vontade de construir um ambiente forte em casa, e apelou à união entre equipa e adeptos: «É fundamental nós transformarmos o nosso estádio numa fortaleza, ser um sítio onde não seja muito simpático para quem vem aqui. Queremos a pouco e pouco, todos juntos — não só quem está dentro de campo, nós fora de campo, os jogadores suplentes e staff, a estrutura e evidentemente os adeptos —,fazer um bocadinho daquilo que eu vi aqui com o SC Braga. Eu também estava de fora, também já estava a torcer, e vi um ambiente fantástico com toda a gente a remar para o mesmo lado. E isso é fundamental, torna-nos mais fortes, torna um ambiente espetacular para os jogadores, para que se sintam em casa e se sintam apoiados. E também criar, entre aspas, um ambiente adverso para o adversário. Eu pessoalmente, sempre que joguei aqui, nunca perdi. Portanto, em termos pessoais, como adversário, quero transformar isto como treinador do Nacional: não conhecer aqui o sabor de não ter pontos, e é para isso que nós vamos lutar em cada um dos jogos. Obviamente que não vamos só olhar para os jogos em casa, mas em casa fazermos disto um local onde é muito difícil para qualquer equipa.»

A iniciar sessão com Google...