Nacional: João Gião tem caçado com gato
«Quem não tem cão caça com gato», diz o ditado popular. É o que tem feito João Gião no Nacional neste início do campeonato, porque nesta temporada não dispõe de Jesús Ramírez – transferido para os turcos do Corum FK – na caça aos golos.
Pablo Ruan, mais extremo do que ponta-de-lança, tem sido a referência ofensiva dos madeirenses na área, e não se saiu mal durante a pré-época, tendo marcado em três jogos de preparação. Contudo, Ruan não é Chucho, e nas duas primeiras jornadas da Liga não faturou.
Apesar de ainda à espera da contratação de um ponta-de-lança com as caraterísticas de Chucho Ramírez, o Nacional não ficou em branco nas duas primeiras rondas do campeonato. Longe disso. Nos Açores, no empate (2-2) com o Santa Clara, eles surgiram através dos médios Liziero e Miguel Baeza, e na Choupana, no triunfo (2-0) frente ao Estoril, foram dois centrais a marcar: Zé Vitor e Léo Santos. O que não é estranho, dado que a dupla tem golo.
Em 2025/26, Zé Vitor, 25 anos, apontou quatro golos, somando mais dois na temporada anterior. O defesa brasileiro representa o Nacional desde 2024/25, e com 65 jogos foi o jogador mais utilizado no somatório das duas épocas que leva com a camisola alvinegra.
Léo Santos apontou um golo em 2024/25 e na temporada passada festejou três remates certeiros. O central, que já foi campeão brasileiro pelo Corinthians em 2017 quando tinha 18 anos, assinalou no encontro com o Estoril, 50 jogos pelo Nacional da melhor forma, assinando o segundo tento dos madeirenses, que abateu definitivamente as aspirações dos canarinhos na partida.