Rui Alves sente que os sócios «amam» o presidente do Nacional
Em entrevista ao Posto Emissor do Funchal, Rui Alves reconheceu que até ao fecho do mercado, do ponto de vista emocional, a situação será complicada, dado que terá de encontrar as soluções que ainda faltam para o plantel, assim como gerir eventuais saídas. O presidente do Nacional abordou ainda a aposta em outros mercados e a sua relação com os sócios e adeptos.
«Esta é uma altura particularmente difícil do ponto de vista emocional, estamos a olhar para o que temos e o que podemos fazer no sentido de tornar o nosso grupo, dentro das nossas condições, o mais preparado para os desafios que teremos pela frente. Até ao fecho do mercado são dias com muita emoção, em relação a atletas que vão entrar e que vão sair. É um jogo um pouco tenso», confessou.
O presidente do Nacional explicou a aposta em mercados diferentes, como o dinamarquês com a contratação de Markus Jensen e o cipriota, com Stavros Gavriel. «Não penso que seja uma alteração do paradigma. Aliás, não temos sido muito felizes com atletas vindos do espaço europeu, e daí alguma reserva, porque nesse espaço estamos a lutar com competidores que têm um músculo económico muito superior, e dificilmente conseguimos almejar à qualidade necessária. Por isso, temos de procurar mercados que sejam como nós, pobrezinhos, onde possamos escolher o que seja melhor. Isto também tem a ver com a liderança técnica e com a informação que nos dá sobre algumas situações que podem ser vistas e observadas», afirmou.
O dirigente disse ainda que atualmente não há as dificuldades que havia antes em contratar jogadores, devido à insularidade: «Não corresponde à verdade. A diferença na contratação dos clubes insulares para os continentais está reduzida ao mínimo. Quando os plantéis eram maioritariamente constituídos por jogadores nacionais, aí poderíamos falar de uma diferença sensível em conseguir determinados atletas por valores semelhantes, neste momento 70 a 80% do plantel é estrangeiro e um jogador estrangeiro, se vai para a ilha ou para o continente, é indiferente.»