Na baliza, o FC Porto não tem dúvidas: Diogo Costa vale ouro
O início da Liga trouxe ao FC Porto uma estabilidade na baliza que os dois principais rivais, Benfica e Sporting, não conhecem, por esta altura. Os erros de Rui Silva na Amadora e a troca de dono na baliza do Benfica, com o salto de Samuel Soares para a titularidade, contrastam com a certeza instalada no Dragão: Diogo Costa continua a ser um dos elementos nucleares da equipa de Francesco Farioli.
Frente ao Alverca, o número 99 voltou a sublinhar a sua importância com uma exibição notável no Dragão. Fez cinco defesas, algumas de elevado grau de dificuldade, duas delas dentro da área, e manteve a baliza portista a salvo. Há, além disso, uma curiosidade: nos jogos de pré-temporada em que o número 99 não esteve disponível, o FC Porto sofreu sempre golos. Regressado de férias após o Mundial — período prolongado por mais alguns dias devido ao falecimento do avô —, o capitão reapareceu para manter a baliza a zero na final da Supertaça, frente ao Torreense, e repetiu o clean sheet na receção aos ribatejanos.
No defeso, quando o nome de Diogo Costa surgiu associado ao interesse de clubes grandes da Europa, Francesco Farioli deixou claro que a baliza era um setor que queria preservar dos milhões de clubes como o Chelsea ou PSG.
O italiano assumiu que «o FC Porto é a casa de Diogo Costa» e que faria tudo para travar a cobiça à volta do guarda-redes, visto internamente como jogador absolutamente fundamental no sucesso do projeto desportivo — ao ponto de merecer uma metáfora de cidade bloqueada para o impedir de sair.«Que fechem o aeroporto e as estradas», proclamou Farioli, com humor.
Não foi necessário tomar medidas tão drásticas. A SAD sempre confiou no efeito dissuasor da cláusula de rescisão de Diogo Costa, fixada em 60 milhões de euros. Mesmo não sendo esse, necessariamente, o valor de referência para abrir negociações para uma eventual transferência, o FC Porto não admitia baixar a fasquia para patamares modestos e muito menos reduzir para metade um montante que espelha o estatuto do capitão e a importância que tem na equipa.
Por outro lado, sentindo-se em casa, valorizado no clube e na Seleção Nacional e novamente com a porta da Champions aberta, o guardião não consideraria mudar-se para um projeto de menor dimensão, mesmo com o apelo sedutor da Premier League.
O tempo — e não foi muito — deu razão à tese de Farioli: a baliza é demasiado importante para levantar a guarda. Ainda que o mercado esteja aberto até 4 de setembro, os sinais que vão surgindo apontam mais para a continuidade de Diogo Costa do que para um salto para um grande europeu. O italiano só ficará completamente tranquilo quando a janela de transferências de verão encerrar, mas, por agora, goza da classe e robustez que o titular das redes confere à baliza dos azuis e brancos.