Na Amadora, há um Estrela com um novo brilho em 2026/27
O Estrela da Amadora entra em 2026/27 praticamente como um clube renovado de alto a baixo. Um ano depois de empatar 1-1 com o Estoril na primeira jornada da temporada passada, os tricolores apresentam-se agora diante do Sporting com um plantel profundamente remodelado, um novo treinador e uma nova estratégia para atacar o futuro. Dos 20 jogadores que constavam da ficha de jogo daquela estreia, apenas sete continuam no plantel — um sinal claro da dimensão da transformação vivida na Reboleira em apenas 12 meses.
O contraste com a estreia de há um ano é evidente. Renan Ribeiro, Sidny Lopes Cabral — que saiu em janeiro para o Benfica —, Paulo Moreira, Nilton Varela, Jovane Cabral, Alan Godoy e João Gastão, todos titulares frente aos canarinhos, deixaram de fazer parte do grupo. Entre os suplentes daquela partida, também Semeu Commey, Guilherme Montóia, Alexandre Sola, João Resende, Rodrigo Pinho e Kikas saíram.
Sobram apenas sete dos 20 jogadores que figuravam na ficha de jogo frente ao Estoril: Atanas Chernev, Bernardo Schappo, Luan Patrick, Robinho, Diogo Pinto, Abraham Marcus e Ianis Stoica. Uma fotografia que ajuda a perceber, melhor do que qualquer discurso, a profundidade da renovação.
A mudança também se sente no banco. José Faria foi o treinador que iniciou a época 2025/26, mas é Pepa quem surge agora como comandante para 2026/27, com a missão de dar forma a uma equipa praticamente nova e conduzi-la numa temporada que começa logo com um teste de fogo.
Revolução além-quatro linhas
A revolução começa no relvado, mas vai muito além das quatro linhas. A entrada de um fundo de investidores ligado a nomes de enorme peso no futebol internacional abriu portas a uma nova abordagem na SAD liderada por Paulo Lopo, permitindo ao Estrela olhar para o mercado de forma diferente e procurar talento em geografias que antes pareciam mais distantes.
A ligação a figuras como Thomas Muller, lenda do Bayern Munique e atualmente jogador dos Vancouver Whitecaps, Mats Hummels, antigo central do gigante bávaro que entretanto terminou a carreira, ou Yann Sommer, guarda-redes internacional suíço ex-Inter, dá uma dimensão internacional ao novo projeto tricolor. E essa mudança de paradigma começa já a deixar marcas no recrutamento.
O exemplos mais claro é Lovro Zvonarek. O médio croata chegou à Amadora depois de ter sido formado no Bayern, num movimento que ilustra bem a nova capacidade do Estrela para procurar jogadores noutros mercados. Para além de Zvonarek, Beni Souza, Rafa Soares, Stefan Lekovic (acionada opção de compra) e Lucas Mincarelli também reforçaram o conjunto estrelista.
O Estrela entra, assim, na nova temporada com um novo brilho. Falta saber se a revolução feita em apenas um ano será suficiente para transformar a mudança de paradigma numa equipa capaz de deixar marca dentro de campo.