«Mundial é o topo que se pode alcançar como futebolista»
— Está entusiasmado por ver a Noruega de volta aos grandes palcos?
— Sim. Já faz muito tempo desde que a Noruega esteve numa grande competição. O Mundial é o topo que se pode alcançar como futebolista. Temos um grupo difícil e uma equipa muito forte, que, se jogar no nível que sabe, tem toda a capacidade para chegar longe. Estou ansioso para ver o que a equipa é capaz de fazer.
— Considera que a Noruega pode ser uma das possíveis surpresas?
— É muito difícil prever porque há muitas seleções. O Mundial está cada vez maior, com mais equipas a participar. Mas tenho a certeza de que, se a Noruega jogar o melhor futebol que sabe, não haverá muitas equipas que queiram jogar contra nós. Temos alguns jogadores de destaque que podem decidir partidas. Podemos ser uma surpresa e ir longe, mas primeiro temos de passar da fase de grupos. Acredito que o Iraque seja — não diria fácil, mas — o adversário menos complicado do grupo, e depois enfrentamos Senegal e França. O primeiro passo é avançar, depois disso acredito que qualquer coisa pode acontecer.
— Tem 110 jogos pela Noruega e ainda é o jogador com mais internacionalizações. Que conselhos daria a quem vai agora para o Mundial?
— Bem, nunca estive num Mundial... sobre estas competições, não tenho nenhum conselho. Vão estar muito tempo juntos. É importante que tentem relaxar entre os treinos e os jogos. Têm de aproveitar, fazer coisas diferentes e não apenas pensar em futebol, como jogar golfe, padel, ténis, snooker ou o que quer que seja. Têm de aproveitar, porque o Mundial é apenas de quatro em quatro anos e já se passaram 28 desde que a Noruega participou pela última vez.