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Eustáquio capitão do Canadá no Mundial 2026: «Por muito que se sinta português...»
Stephen Eustáquio é o capitão de Canadá para o Mundial 2026 e o médio apareceu ao lado do selecionador Jesse March em conferência de imprensa para fazer a antevisão ao duelo com a Bósnia, esta sexta-feira, mostrando-se bastante focado e entusiasmado.
«Se não ganharmos este primeiro jogo, criamos pressão para o segundo jogo, o que pode ser muito difícil. Queremos começar o jogo muito bem e conseguir a vitória. Sabemos que a Bósnia quer o mesmo, é uma equipa muito forte. Já mostraram no passado que, quando as coisas se tornam mais difíceis, é aí que realmente lutam pelo resultado, por isso, mesmo que fiquemos na frente [do marcador], sabemos que o trabalho ainda não está terminado», começou por dizer.
O jogador do FC Porto, emprestado ao Los Angeles FC, tem duplanacionalidade e admitiu que está a torcer por Portugal vencer o Campeonato do Mundo, isto se o Canadá não o conseguir. «Canadá e obviamente Portugal [são os principais candidatos], mas o Canadá vem primeiro», atirou, sorridente, ao lado do selecionador que respondeu assim: «Essa é uma ótima resposta canadiana!»
«É o jogo mais importante da carreira de Eustáquio»
Jesse March aproveitou também a presença do seu jogador para o elogiar. «Alguém acabou de dizer: 'É o jogo mais importante da carreira do Steph'. Ele provavelmente já ouviu isso 40 vezes, eu provavelmente já ouvi isso 40 vezes, mas percebemos o que isto é e, aliás, se fazes disto a tua profissão, é aqui que queres estar, certo? O Steph queria ser o capitão... que sonho», atirou, dando-lhe essa responsabilidade.
«É um sonho ser o capitão de uma nação anfitriã num Mundial. Ninguém aqui tem medo disso. Na verdade, é por isso que estamos a fazer isto. Sim, é responsabilidade, sim, é pressão, mas é isso que queremos, é algo que faz sentido. Adoro estar no banco quando o estádio está cheio, a pressão está ao rubro e toda a gente pensa que és um idiota. E o Steph adora o mesmo. Ele adora estar no meio do campo em todos esses momentos também», afirmou, abordando a questão da duplanacionalidade do atleta.
«O que sempre me impressionou é que, por muito que ele se sinta português no coração, ele é canadiano. Cada um destes rapazes é incrivelmente canadiano e o orgulho que têm em vestir a camisola, representar o país e ouvir o hino nacional. Nos Estados Unidos, por vezes tínhamos de implorar aos jogadores para cantarem o hino nacional... estes rapazes cantam-no a plenos pulmões, porque querem mostrar ao país o quão orgulhosos estão de estarem aqui, de serem canadianos e de representarem o que o Canadá é. São impecáveis no caráter, na ética de trabalho e no compromisso uns com os outros e isso é o que queremos mostrar contra a Bósnia e neste torneio», concluiu.