José Mourinho, treinador do Benfica
José Mourinho, treinador do Benfica

«Mourinho não irá resolver todos os problemas do Real Madrid»

O ainda treinador do Benfica tem sido apontado a um regresso aos 'merengues'

Jorge Valdano, antigo jogador e treinador do Real Madrid, afirmou, esta quinta-feira, que um eventual regresso de José Mourinho não será a solução para todos os males do clube. O argentino defende que, para além de contratações, é necessária «uma revolução de liderança dentro do balneário». As declarações do agora comentador televisivo foram proferidas em Madrid, durante a apresentação de um livro.

«Mourinho não será aquele que irá resolver todos os problemas que o Real Madrid tem. Será preciso contratar jogadores para posições-chave», reforçou Valdano.

Questionado sobre que conselho daria a um adepto que ponderasse afastar-se do clube caso o técnico português regressasse, Valdano foi perentório: «Que resista. Eu vou continuar a ser do Real Madrid apesar do desencontro. Resiste, resiste. Há momentos bons, maus e trágicos na vida.»

No que toca ao Mundial, o campeão do mundo pela Argentina em 1986 apontou Espanha, França, Portugal e a seleção albiceleste como as principais candidatas ao título. Valdano colocou mesmo a Espanha na linha da frente, justificando a escolha com a qualidade dos seus médios, que «partem sempre com vantagem».

Contudo, alertou que, para manter o favoritismo, é crucial que Lamine Yamal e Nico Williams cheguem em boa forma física. «São os jogadores que acrescentam perigo ao jogo, porque, caso contrário, a Espanha pode morrer de mil toques, como aconteceu no Qatar e na Rússia: dialogar com a bola e ficar-se só pelo diálogo», analisou, acrescentando que a presença dos dois jovens no Euro demonstrou como «as possibilidades competitivas da equipa mudam».

Sobre as restantes favoritas, Valdano destacou que a Argentina «não perdeu a fome» mesmo após as conquistas consecutivas de duas Copas América (2021 e 2024) e um Mundial (2022). Elogiou também a França por ter chegado às finais do Campeonato do Mundo «sem aparente esforço» e por ter «retirado a fiabilidade à Alemanha». Já Portugal foi incluído no lote de candidatos por possuir «bons médios».

Por fim, o argentino mostrou-se crítico em relação ao alargamento do Mundial para 48 seleções, prevendo que o novo formato resultará em «mais resultados escandalosos do que nunca» e «mais táticas defensivas», especialmente num contexto de altas temperaturas.

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