Metro de Lisboa adota medidas preventivas no Terreiro do Paço e Cais do Sodré
O Metropolitano de Lisboa anunciou esta quinta-feira a adoção de medidas de proteção nas infraestruturas e comboios junto à zona ribeirinha, nas estações do Terreiro do Paço e do Cais do Sodré, alertando para a possibilidade de constrangimentos na circulação na manhã de sexta-feira. Em causa estão os avisos da Proteção Civil que apontam para um aumento significativo do caudal do Tejo durante a noite e para o risco de inundação das áreas ribeirinhas.
Segundo explicou à agência Lusa o diretor de comunicação do Metropolitano de Lisboa, Nuno Soares, as medidas estão a ser implementadas nas estações do Terreiro do Paço, da Linha Azul, e do Cais do Sodré, da Linha Verde, com o objetivo de «garantir tanto quanto possível a estanqueidade» destas zonas mais vulneráveis. Antes do início da exploração na sexta-feira de manhã, será necessário remover os materiais de proteção, de forma a repor as condições normais de funcionamento do serviço.
Ainda assim, a empresa admite que a situação meteorológica possa provocar impactos na operação. «Embora isto dependa do evoluir da situação, admitimos neste momento que há a hipótese de haver algum atraso na abertura à exploração das linhas Azul e Verde», referiu Nuno Soares, acrescentando que a informação aos passageiros será atualizada de forma permanente. Habitualmente, o Metro de Lisboa funciona entre as 06:30 e a 01:00.
Paralelamente, a circulação na Linha Azul encontra-se esta quinta-feira interrompida entre as estações da Pontinha e do Marquês de Pombal, devido a uma subida «rápida e excecional» dos níveis freáticos subterrâneos nas imediações da estação Jardim Zoológico. Apesar da existência de um sistema de bombagem de água no local, a rápida acumulação de água no túnel obrigou à interrupção do serviço, tendo sido solicitada a colaboração dos bombeiros para reforço do sistema por razões de segurança.
Pelas 20:15, o Metropolitano indicava que o nível da água estava a baixar de forma significativa, embora ainda não houvesse previsão para a reposição da circulação. A situação ocorre num contexto de forte instabilidade meteorológica em Portugal continental, onde já se registaram 12 mortes desde a semana passada na sequência das depressões Kristin e Leonardo. O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos das regiões mais afetadas — Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo — que irão beneficiar de medidas de apoio estimadas em até 2,5 mil milhões de euros.