Médio feliz no Moreirense: «Foi a primeira vez que joguei com regularidade»
Após uma temporada de estreia positiva no Moreirense, Mateja Stjepanovic mostrou-se «muito feliz» com o seu desempenho nos cónegos, onde participou em 33 jogos (um golo) sob o comando de Vasco Botelho da Costa.
Em entrevista ao jornal Meridian Sport, o internacional sub-21 pela Sérvia destacou a importância da regularidade alcançada; «Foi a primeira vez que joguei com regularidade no futebol profissional. Não posso contar com o tempo que passei a jogar no Partizan, porque não é a mesma coisa quando não se tem continuidade.»
O médio, de 22 anos, recordou a sua chegada a Portugal, no verão do ano passado, depois de ter cumprido toda a formação no gigante de Belgrado — vestiu a camisola da equipa principal do Partizan em 26 encontros —, bem como uma conversa inicial com o treinador que o marcou: «Disse-me abertamente que todos lutam pelo seu lugar, que seria sempre honesto comigo. Gostei disso.»
Um dos momentos mais difíceis da temporada ocorreu no final de janeiro, quando teve de ser adaptado a defesa-central devido a uma onda de lesões no plantel. Num jogo contra o vizinho Vitória de Guimarães, um erro individual resultou num penálti que ditou a derrota. «Depois do jogo, fiquei a pensar que eu era o principal culpado pela derrota. Chorei, estava nervoso. O treinador foi o primeiro a falar comigo no balneário e disse à frente de toda a gente: 'Tenho de agradecer ao Stjepa, jogou numa posição que não era a dele e foi excelente'. Não consegui dormir nessa noite, mas o apoio significou muito para mim.»
Totalmente adaptado a Portugal e ao campeonato luso, Stjepanovic elogia o país: «Não tenho queixas. O ambiente é agradável e as pessoas são descontraídas e simpáticas. Não há pressão, tensão ou discussões no trânsito», descreveu. A barreira linguística, assegura, está a ser superada: «Compreendo tudo o que os treinadores dizem. É importante para mim não precisar de um intérprete nos treinos».
Na adaptação a uma nova realidade, contou com a ajuda de compatriotas, especialmente de Lazar Carevic, guarda-redes do Famalicão: «Ele vive no mesmo prédio, por isso passamos muito tempo juntos. Isso significa muito para mim.»
Por fim, ao olhar para o seu passado no Partizan, clube onde se formou, o jogador admite «um certo arrependimento por não ter deixado uma marca mais profunda». Contudo, reconhece a importância do clube na sua carreira: «Digo sempre que se não existisse o Partizan, não existiria o Moreirense».