Mário Gomes bem tentou resolver as coisas nos descontos de tempo mas não conseguiu    Fotografia FIBA
Mário Gomes bem tentou resolver as coisas nos descontos de tempo mas não conseguiu Fotografia FIBA

Mário Gomes: «Tomámos más decisões e tivemos péssima execução»

Selecionador Nacional analisou a derrota de Portugal contra a Geórgia em Matosinhos na 2.ª ronda da segunda fase de apuramento para o Mundial Qatar-2027

Depois do desaire contra a Geórgia por 90-98 (24-16, 18-25, 24-29, 24-28), que chegou a ter a vantagem de 17 (68-85) no último quarto, o selecionador nacional Mário Gomes não era, naturalmente, uma pessoa satisfeita com o que acabara de assistir. Sobretudo pela forma como a Seleção havia atuado. 

O que, depois da brilhante vitória em Saragoça ante a Espanha (89-95) três dias antes, levou ao primeiro desaire dos Linces na segunda fase de qualificação para o Mundial Qatar-2027, mantendo-se no 4.º lugar (12 pts) do Grupo I a quatro jornadas do fim - passam os três primeiros -, mas com os georgianos (13) a ascenderem o 5.º para o 3.º posto.

Isto com a Ucrânia, que bateu Montenegro por 89-98 a passar a liderar a poule, pois a Espanha, até agora líder, sofreu novo desaire, desta feita ante a Grécia por 108-106 após prolongamento.

 «Quero dar os parabéns à Geórgia pela vitória. Foram uma equipa muito mais madura e coletiva do que nós e controlaram o jogo por completo do início ao fim. Mesmo quando estivemos na frente, mantiveram a compostura e souberam gerir a partida», começou por afirmar o selecionador.

«Ao olhar para o resultado, a ideia imediata é que permitimos 98 pontos por falhas defensivas, mas o nosso problema principal esteve no ataque. Tomámos más decisões e tivemos uma péssima execução ofensiva. Não tivemos a paciência necessária para construir as jogadas, nem jogámos verdadeiramente como uma equipa».

«A percentagem de dois pontos foi muito boa, mas não fomos tão bons no lançamento de três pontos. Apesar dessa eficácia díspar, arriscámos tantos lançamentos de dois como de três. Faltou discernimento para perceber onde poderíamos ferir o adversário, insistindo num lançamento exterior que hoje não estava a funcionar.»

«Cometemos 19 perdas de bola que originaram pontos diretos para a Geórgia, além de termos gerido muito mal as faltas efetuadas. Fizemos faltas desnecessárias, concedendo cestos com lance livre adicional. Ao intervalo, quase metade dos pontos do adversário vinham da linha de lance livre devido a essas desconcentrações.»

«A causa principal para este rendimento abaixo do esperado foi a ansiedade. A equipa quis tanto vencer, sabendo que estava perto de algo histórico após o triunfo em Espanha, que não conseguiu gerir a pressão. A atitude e a intensidade dos jogadores foram irrepreensíveis, mas a responsabilidade técnica é minha.»

«O objetivo é ir ao Campeonato do Mundo, mas não alcançar essa meta não constituirá um fracasso. A Seleção tem feito um percurso positivo, mas ainda precisa de caminhar para integrar a elite europeia. Vencer em Espanha não nos transforma automaticamente numa das melhores seleções da Europa.»

«Mantemos os pés bem assentes na terra e continuamos a depender apenas de nós para alcançar a qualificação. A derrota tornou o caminho mais difícil e não capitalizámos a vantagem que tínhamos com a vitória fora. Faltam quatro jogos e no final faremos as contas, com total compromisso para novembro», concluiu Mário Gomes

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