Marco Silva furioso com arbitragem em Old Trafford: «Decisão horrenda»
Marco Silva, treinador do Fulham, não poupou nas críticas ao árbitro John Brooks após a derrota, por 3-2, frente ao Manchester United, para a Premier League, apontando o dedo a uma decisão que considerou ter mudado a história do jogo.
A principal fonte da fúria do técnico português foi um lance aos 16 minutos, quando o árbitro assinalou uma grande penalidade por uma alegada falta de Jorge Cuenca sobre Matheus Cunha dentro da área. No entanto, após intervenção do VAR, a decisão foi revertida para um livre direto à entrada da área, por se ter considerado que Cuenca agarrou a camisola de Cunha antes de este entrar na zona de penálti. Na sequência desse mesmo livre, o Manchester United inaugurou o marcador. Bruno Fernandes cruzou para a área e Casemiro, de cabeça, fez o golo, sem hipóteses para o guarda-redes Bernd Leno.
No final do encontro, Marco Silva estava visivelmente frustrado com a arbitragem. «A história do jogo começou com uma decisão horrenda e terrível de John Brooks com o penálti que ele marcou. Decisão horrenda a partir daquele momento, um erro enorme, enorme», afirmou o treinador.
Marco Silva acredita que o VAR tentou corrigir o erro inicial do árbitro ao encontrar outra infração. «O penálti foi assinalado pelo desarme. Depois, como a decisão foi tão má, encontraram uma falta diferente», explicou, acrescentando: «O VAR foi numa direção completamente diferente para encontrar algo, para encontrar um livre que não foi a razão pela qual o penálti foi assinalado».
Apesar da controvérsia, o treinador elogiou a exibição da sua equipa. «Uma exibição de topo da nossa parte. Na segunda parte, a nossa equipa foi melhor. A forma como jogámos e controlámos a bola, eles queriam pressionar-nos alto, mas nunca os deixámos», analisou. O Fulham teve ainda um golo anulado a Jorge Cuenca aos 65 minutos por fora de jogo na construção da jogada.
Questionado sobre se sentia que as decisões tinham prejudicado a sua equipa, Marco Silva foi cauteloso. «Sinto pelos meus jogadores, sinto pelos nossos adeptos, mas temos de respeitar quem está no comando», disse, optando por não falar diretamente com o árbitro no final para evitar sanções. «Não quero levar mais cartões, porque quero estar no banco. Não quero falar mais».
Recorde-se que, apesar de o Fulham ter recuperado de uma desvantagem de dois golos para empatar a partida já no tempo de compensação, o Manchester United garantiu a vitória aos 90+4', com um golo de Benjamin Sesko após assistência de Bruno Fernandes.
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