Lukebakio pela seleção belga - Foto: IMAGO

Lukébakio brilha pela Bélgica e recusa comparações com Lamine Yamal

Extremo belga do Benfica foi decisivo nos dois jogos de preparação, mas não gostou de ver remates comparados ao do espanhol do Barcelona

Dodi Lukebakio, jogador do Benfica, foi a grande figura da seleção da Bélgica ao marcar três golos em dois jogos, um regresso em grande forma após uma forçada paragem de três meses devido a uma lesão no tornozelo. O avançado dedicou os golos à esposa, pelo apoio durante a recuperação.

Apesar do sucesso individual, com um saldo de três golos em duas partidas, Lukebakio confessou que o objetivo coletivo não foi totalmente alcançado, referindo-se ao empate contra o México: «Gostaríamos de ter ganho, mas não foi um jogo fácil. Mas foi importante não perder», afirmou o jogador, sublinhando a importância destes desafios para a preparação da equipa para o Mundial: «Precisamos de jogos difíceis como o do México para estarmos prontos. São jogos amigáveis que nos devem permitir melhorar», acrescentou.

Para o avançado, este regresso à seleção teve um significado especial: «Não pude jogar muito nos últimos tempos. Era importante para mim mostrar-me e ser importante. Marcar três golos e ser decisivo depois de ter estado lesionado boa parte da época sabe-me bem», confessou.

Questionado sobre a facilidade com que os golos surgiram, Lukebakio atribuiu o mérito ao trabalho contínuo: «Não consigo explicar. Nunca parei de trabalhar. Os remates em arco são fruto de muito trabalho nos treinos. É um gesto que domino desde sempre, mas fico contente que o meu trabalho diário se reflita nos jogos», explicou, recusando-se a entrar em comparações com a forma como Lamine Yamal também visa a baliza: «Não vamos começar com isso».

O jogador do Benfica revelou ainda o impacto da lesão sofrida no jogo contra o Liechtenstein, que o obrigou a uma cirurgia no tornozelo no final de 2025 e a uma paragem de três meses. «A minha esposa ajudou-me muito quando não pude jogar por causa da lesão. O apoio dela e a presença dos meus filhos fizeram-me bem», agradeceu, complementando ainda: «Apesar de ter sentido logo no momento que havia um problema, não esperava ter de ser operado e ficar de fora por três meses. Foi um golpe duro».