Luís Castro: «Se soubesse o resultado, jogava no Euromilhões e ganhava»
Na antevisão do dérbi da cidade de Valência, o treinador português do Levante, Luís Castro, reconheceu a importância deste jogo especial para os adeptos, embora para a sua equipa isto represente apenas mais três pontos em disputa. O encontro, que se realiza no Ciutat de València, assume contornos dramáticos, com o Levante em penúltimo lugar e o Valência a apenas cinco pontos de distância, a tentar evitar a zona de despromoção.
«Sabemos que para os adeptos é um jogo especial. Como trabalhamos para que fiquem contentes, sabemos que se ganharmos lhes damos mais», afirmou o técnico português na conferência de imprensa de antevisão, garantindo o máximo esforço da sua equipa. «Para nós é mais um jogo, planificamo-lo da mesma forma, mas é especial para os adeptos e, se pudermos dar-lhes algo mais, vamos fazê-lo», garantiu.
Com mais de 20 anos de carreira, o luso sublinhou a sua experiência em dérbis e a consciência do que estes representam para os adeptos. «Sei a importância que tem para os adeptos. Estou há algum tempo na cidade, conheço o que sentem os adeptos do Levante. É um jogo que se vive antes e depois, não fica apenas no dia do jogo», acrescentou, explicando que a rivalidade se sente no dia a dia, uma vez que «todos os adeptos do Levante trabalham com gente que é do Valência».
Questionado sobre o adversário, treinado por Carlos Corberán, Castro explicou que analisou apenas os jogos mais recentes e que o duelo da primeira volta, no Mestalla, já não serve de referência. «As duas equipas estão diferentes neste momento», analisou, descrevendo o Valência como uma equipa com «individualidades muito fortes», mas também com pontos fracos que o Levante tentará explorar. Sobre o resultado, ironizou. «Se eu soubesse o resultado, jogava no Euromilhões e ganhava, mas não tenho essa capacidade. Gostava, mas não sou assim tão bom», atirou.
Apesar da sobrecarga de jogos na próxima semana, com encontros frente ao Villarreal e Barcelona, Luís Castro assegurou que o foco está totalmente no dérbi, sem pensar em poupanças. O técnico aproveitou para se queixar do menor tempo de descanso em comparação com o Villarreal. «Não há treinador que goste de ter menos tempo que os outros. Vamos trabalhar, porque eu sabia que agora tínhamos de ser mais resilientes», concluiu.