Luís Castro
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Luís Castro pressionado e irritado após derrota do Grêmio: «Sei que o que vende é sangue»

Treinador crispado em várias respostas; recebeu apoio da Direção durante a semana, mas nova derrota pode mudar o cenário

A derrota do Grêmio frente ao Vasco gerou um clima de tensão na conferência de imprensa de Luís Castro. O treinador, que demorou mais do que o habitual a comparecer na sala de imprensa da Arena, enfrentou várias questões sobre o seu trabalho, que considerou serem mais «afirmações» do que perguntas.

Horas antes o CEO do clube tinha garantido que o treinador ficava até ao fim do ano. O Grêmio é 15.º, mas com os mesmos pontos que duas equipas em zona de descida.

Apesar de admitir o mau desempenho no Brasileirão, onde a equipa está perigosamente perto da zona de despromoção, Luís Castro fez questão de realçar os aspetos positivos da temporada, nomeadamente a conquista do título gaúcho e a campanha na Taça do Brasil, competição na qual o Grêmio se encontra nas meias-finais.

O ambiente aqueceu quando o técnico português sentiu que um jornalista insinuava que ele considerava o seu trabalho como «bom». A resposta foi imediata e contundente.

«Já disse que o trabalho no Brasileirão não é bom. E já lhe disse que o trabalho na Taça do Brasil foi bom. E no estadual foi bom. Foi isto que eu disse. Eu sei que neste momento o que vende é sangue. E sei que as perguntas são para eu responder para haver sangue. É isso. Vocês já sabem que eu sei como se vive, os engajamentos e os cortes, sei tudo isso. Eu não disse que o meu trabalho era bom», disparou Castro.

A tensão não diminuiu, com o treinador a recusar-se a responder a uma pergunta. «Vai-me desculpar, passe à frente. Não vou responder», afirmou de forma taxativa.

Relativamente ao jogo, no qual o Grêmio esteve a vencer e permitiu a reviravolta do Vasco com dois golos sofridos em quatro minutos na segunda parte, Luís Castro não escondeu a sua desilusão. O resultado deixa a equipa com os mesmos pontos que o Vasco, a primeira equipa na zona de despromoção, valendo a melhor diferença de golos.

«Se hoje tivéssemos ganho, estaríamos seis pontos acima da zona de despromoção e diríamos 'estamos a reerguer-nos, a conseguir', uma época que se poderia considerar não muito boa, mas aceitável. Neste caso, perante esta derrota, as coisas são totalmente diferentes. É muito difícil aceitar o resultado», lamentou o técnico, acrescentando: «Poderíamos ter chegado mais à frente, tivemos a possibilidade de fazer o 2-0 por duas vezes e não conseguimos fechar o jogo. O meu sentimento é de desilusão com o jogo de hoje».

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