Luís Campos é um dos rostos por detrás do sucesso do PSG - Foto: IMAGO
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Luís Campos 'rende-se' a Vitinha e João Neves e aponta ao 'tri' na Champions

Dirigente garante que a ambição continua viva no PSG e destaca a evolução dos dois internacionais portugueses

Luís Campos não esconde a ambição depois de um ciclo histórico de conquistas europeias com o PSG. O diretor desportivo dos parisienses recordou, no podcast do Portugal Football Summit, o momento em que a equipa conquistou a segunda UEFA Champions League consecutiva e revelou que, ainda no relvado, já pensava no passo seguinte.

«São momentos inesquecíveis para todos no clube. Recordo uma imagem minha no final do jogo em Budapeste, em que já estava a passar a mensagem e acreditava que, depois do back to back, deveríamos logo de seguida pensar no back to back to back», contou o dirigente português.

Luis Enrique com Luís Campos, dois dos rostos do sucesso do PSG
Luis Enrique com Luís Campos, dois dos rostos do sucesso do PSG

«Espero e sinto que a fome continua lá. O desejo de trabalhar juntos e privilegiar o coletivo segue vivo no clube, e por isso penso que, pelo menos, se não ganharmos, seremos candidatos», afirmou.

«Continuo a ver o Luis Enrique a fazer uma evolução incrível. Continuo a ver o João [Neves] e o Vitinha mais fortes. Continuo a ver o Hakimi com a mesma fome. Continuo a ver o Marquinhos sendo o nosso grande capitão. Continuo a ver o Ousmane Dembélé vivo e com vontade de ganhar», destacou.

Para Luís Campos, o sucesso do PSG também tem uma figura incontornável nos bastidores: Nasser Al-Khelaifi: «É um presidente extraordinário. Confiou em mim, deixou-me trabalhar. Sempre lhe dei conhecimento de todos os passos, e sempre me deu também a sua opinião.»

Entre os elogios, houve naturalmente espaço para dois internacionais portugueses que se tornaram peças importantes no meio-campo parisiense. Sobre Vitinha, Luís Campos revelou uma relação que vem de longe. «Conheço o Vitinha desde os seus 15 ou 16 anos. Sempre me impressionou. No ano passado ficou entre os três melhores jogadores do mundo e hoje é visto como um dos melhores.»

O dirigente considera, porém, que houve um momento importante na evolução do jogador: «Há um Vitinha antes e pós-Sérgio Conceição, que, na minha opinião, foi fundamental no momento em que deu ao Vitinha uma outra intensidade no jogo e uma outra fisicalidade e talvez o melhor conhecimento dos momentos de jogo.»

Também João Neves mereceu palavras muito elogiosas. «É um miúdo excecional, super inteligente, capaz de tomar ótimas decisões e, sobretudo, um lutador», começou por dizer. «Está a tornar-se um jogador que por si só é capaz de ser uma das duas ou três peças mais importantes de uma equipa. Eu penso que o João vai nessa direção.»

A adaptação ao futebol francês foi outro dos aspetos destacados pelo diretor desportivo. «O João teve uma velocidade de adaptação extraordinária. Mesmo sendo muito jovem, já é uma pessoa madura. E tudo isto ajudou-o a vencer no PSG», explicou.

Por fim, Luís Campos deixou uma reflexão sobre a evolução do futebol português e o contributo de algumas das maiores figuras nacionais para a projeção dos jogadores e treinadores portugueses. «Portugal foi sempre um criador extraordinário de extremos e ultimamente temos sido um país mais formador de médios. O jogador português, hoje em dia, tem um perfil de conhecimento do jogo extraordinário. O contributo técnico e de grande qualidade de jogadores como Luís Figo e o Cristiano Ronaldo é extraordinário. O contributo do José Mourinho, a forma como ele soube crescer como treinador, é fantástico. O contributo do Jorge Mendes é também essencial», concluiu.

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