Luís Campos, diretor desportivo do PSG, de braços cruzados
Luís Campos, diretor desportivo do PSG

O segredo do sucesso? Com Luís Campos o PSG vende como nunca!

Mais um mercado de cofres cheios protagonizado pelo diretor desportivo português do bicampeão europeu

Há uma década e meia, o PSG começou a revolucionar o mercado de transferências. A entrada de capital qatari, com a aquisição por parte do Qatar Sports Investments (QSI), fez do clube francês um novo-rico que não olhava a meios para reforçar a equipa.

Ainda assim, apesar dos muitos e muitos milhões investidos, o Paris SAint-Germain parecia um clube para consumo interno. Ano após ano, os parisienses foram aumentando o número de títulos nacionais, passando de dois para 14 a partir da aquisição pelo QSI.

As exceções à hegemonia do gigante de Paris, além da primeira época após a entrada de fundos qataris em que o campeão foi o Montpellier, foram as temporadas 2016/2017 e 2020/2021, quando Mónaco e Lille, respetivamente, celebraram o título.

E nessas duas exceções havia um nome em comum: Luís Campos.

Luís Campos com Luis Enrique, treinador do PSG, e o dono do grupo QSI, Nasser Al-Khelaïfi

No caso dos monegascos, o título surgiu na época imediatamente a seguir à saída do português do clube, apesar de grande parte do plantel ter sido construído por ele nos três anos como conselheiro e diretor desportivo, bem como a contratação de Leonardo Jardim como treinador.

Já quando foi o Lille a erguer a ‘roubar’ o título ao PSG por um pontinho, foi o culminar de quatro anos de trabalho do português no clube.

E como até os qataris devem conhecer o ditado tão português «se não os podes vencer (sempre!), junta-te a eles», dois anos depois recrutaram Luís Campos. E o luso de 61 anos fez aquilo que tão bem sabe: uma revolução.

O mais fácil seria olhar apenas para os resultados desportivos e notar que, desde a temporada 2022/2023, além de quatro títulos em França, o PSG conseguiu começar a vencer também internacionalmente, tendo conquistado a Liga dos Campeões pela primeira vez na história em 2024/25, repetindo a façanha na época seguinte.

Mas o dedo de Luís Campos nota-se, sobretudo, na forma como o PSG passou a vender. A gestão de ativos dispensáveis feita pelo português é amplamente elogiada na imprensa francesa e está sustentada em números.

Mesmo tirando mais um mercado com grandes vendas como está a ser o atual - com Gonçalo Ramos no topo, fruto dos 74 milhões que rendeu a mudança para o Milan -, nas primeiras quatro épocas ao serviço dos parisienses, Luís Campos fez o clube obter mais receitas através de vendas, do que o PSG tinha conseguido nos 10 anos anteriores à sua chegada, e que correspondem regência da QSI. 

De acordo com dados do Transfermarkt, site especializado em mercado de transferências, entre 2011/12 e 2021/2022, o PSG faturou 469,7 milhões, tendo como venda mais lucrativa a de Gonçalo Guedes ao Valência, por 40 milhões de euros.

Nas últimas quatro épocas, com Campos em ação, somou 481,55 milhões, com a saída de Neymar para o Al Hilal no topo (90 milhões). 

A estes números acrescem 159 milhões de euros somados com quatro vendas neste mercado de transferências, ainda a um mês de fechar. 

Uma receita de sucesso que já permitiu arrecadar 640 milhões de euros.

Neymar, ex-Benfica e ex-Sporting no top-3: as vendas de Luís Campos no PSG

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