Lenglet para inverter tendência: franceses não têm deixado saudades no Benfica
Lenglet, defesa-central canhoto de 31 anos, é o escolhido pelo Benfica para substituir Nicolás Otamendi, capitão das águias nas últimas épocas, que optou por deixar a Luz em fim de contrato, tendo já assinado pelo River Plate. Depois de Gabriel Índio, o Benfica volta a reforçar o centro da defesa, agora com o internacional gaulês Lenglet, que estava no Atlético Madrid.
Os encarnados voltarão a contar com um futebolista francês no plantel, algo que não é hábito na Luz. São poucos os jogadores gauleses que tenham passado pelo Benfica e quase todos de má memória.
O último foi Meité, que custou 6 milhões de euros ao Benfica em 2021. Esteve apenas uma época na Luz, somando 27 jogos sob o comando de Jorge Jesus e Nélson Veríssimo. Seguiram-se cedências e Cremonese e PAOK. Deixou o clube encarnado em definitivo em 2025/26 para continuar no PAOK. Fez 41 jogos, três golos e uma assistência na temporada presente.
Todibo foi outro nome que teve uma passagem infeliz e rápida pelo Benfica. Em 2020/21, o defesa-central chegou à Luz, emprestado pelo Barcelona e com rótulo de promessa, mas quase não teve oportunidades. Foi lançado por Jorge Jesus em apenas dois encontros: um para a Taça da Liga e outro para a Taça de Portugal. Foi devolvido ao Barcelona e seguiu para Nice.
Também por empréstimo, no caso do Sevilha, em 2018/19, Corchia chegou para ser concorrente de André Almeida. Participou em apenas oito jogos na equipa principal, mais dois nos bês. Despediu-se como campeão nacional e voltou a Sevilha.
Segue-se um nome talvez desconhecido para a maioria dos benfiquistas: Lionel Carole. O lateral-esquerdo acabou a formação no Nantes e, depois de 16 encontros na equipa principal, rumou à Luz. Fez 10 jogos em 2010/11 e não mais voltou a vestir a camisola da equipa principal. Entre cedência ao CS Sedan, em 2011/12, voltou na temporada seguinte e fez 39 jogos e um golo pelos bês encarnados. Tem feito carreira pelo futebol turco, somando passagens por Espanha e França.
Recuando ainda mais anos, restam três nomes. O avançado Laurent Robert aterrou em Lisboa em 2005/06 e contava com passagens por PSG e Newcastle. Depois de 20 jogos, três golos e duas assistências, despediu-se e rumo aos espanhóis do Levante.
Manuel dos Santos, lateral-esquerdo, é o futebolista com mais jogos de águia ao peito nesta curta lista. Entre 2004 e 2005, Manuel dos Santos fez 38 encontros, acrescentando um golo e três assistências. A passagem pela Luz foi a única do defesa fora de França. Mónaco, Montpellier, Marselha e Estrasburgo foram os emblemas que o ex-futebolista representou.
Yannick Quesnel é o único guarda-redes na lista. Chegou a Portugal para a Naval e ainda passou pelo Alverca, antes de ingressar no Benfica, onde fez apenas um jogo, em 2004/05. Seguiu por empréstimo para o Estoril, deixando depois o futebol português. Cumpriu o resto da carreira em França.
Segue-se Lenglet, que terá a tarefa de fazer esquecer o patrão da defesa do Benfica nas últimas época, Otamendi, e ser o primeiro francês a brilhar de águia ao peito.
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