Lembram-se do 'velho' Robben? Está no FC Porto e chamam-lhe William! (as notas dos dragões)
(6) Diogo Costa - Que tédio, Diogo, deve ter sido aquela primeira parte. Ver os outros dez dragões a jogar lá na frente, a quase 50 metros de distância, sem participar na festa. Finalmente, aos 53’, saiu da letargia: bola ao poste direito (Landerson) e defesa apertada (Alan). Pouco depois, aos 64’, defesa a dois tempos num remate de Alan. A única nota verdadeiramente interessante foi ter quebrado o ciclo de três jogos sempre a sofrer golos.
(6) Martim Fernandes - Cumpriu defensivamente e teve um papel importante na circulação de bola do lado direito. Não teve grande destaque ofensivo, mas manteve consistência e intensidade. Mostrou entrega num lance físico com Kiko Bondoso perto do fim, evidenciando compromisso defensivo. Passou para a esquerda após a saída de Zaidu.
(6) Bednarek - Central sólido e concentrado durante todo o jogo. O Moreirense raramente conseguiu criar perigo na primeira parte e o polaco foi parte importante dessa estabilidade. Ainda apareceu na área adversária num canto, cabeceando ao lado. Demonstrou liderança e segurança na gestão da vantagem.
(6) Kiwior - Exibição segura com apenas um momento menos positivo, numa perda de bola em zona proibida nos minutos iniciais, mas a equipa conseguiu resolver a situação. A partir daí manteve-se firme na saída de bola e no controlo defensivo.
(5) Zaidu - Jogo com duas faces. Ofensivamente participou em alguns ataques e ajudou a dar largura, mas defensivamente teve um momento arriscado ao pisar Travassos, vendo cartão amarelo num lance que até poderia ter tido consequências maiores. Saiu por precaução de Farioli.
(7) Alan Varela - Exibição típica do médio argentino: intensidade, recuperação de bola e agressividade nos duelos. Teve um remate forte à entrada da área e participou na pressão alta que originou várias recuperações em zonas perigosas. Foi importante para manter o controlo do meio-campo.
(7) Froholdt - Um dos jogadores mais influentes da equipa. Muito ativo na construção e na criação de oportunidades. Fez a assistência para o golo de Pietuszewski e mais tarde voltou a assistir William Gomes para o 3-0. Ainda tentou um remate de longe e protagonizou vários cruzamentos perigosos. Grande impacto ofensivo. Parece ultrapassado o período de aparente menor fulgor físico e está, de novo, com o gás todo. Será decisivo para o que resta da época do FC Porto, sobretudo, como disse, na tentativa de que o FC Porto volte a ser campeão nacional, depois de três anos de jejum.
(6) Gabri Veiga - Jogo muito positivo do médio espanhol. Marcou o primeiro golo ao aproveitar uma recarga dentro da área e ainda teve outro remate perigoso perto do intervalo. Foi dinâmico no apoio ao ataque e ajudou na pressão alta que sufocou o Moreirense.
(6) Pepê - Muito participativo no ataque portista. Aos 25’, recuperou a bola, lançou Froholdt, que cruzou atrasado para o remate de Pietuszewski no 2-0. Participou em várias jogadas ofensivas e lançou Gul perto do intervalo, que permitiu ao turco rematar para defesa apertada de André Ferreira e, na sequência, Gabri Veiga rematou rente ao poste direito.
(5) Deniz Gul - Trabalhou para a equipa e ainda conseguiu um remate perigoso defendido por André Ferreira, mas teve menos protagonismo do que os colegas do ataque.
(7) Pietuszewski - Marcou um excelente golo na primeira parte e esteve perto de marcar mais dois, falhando uma ocasião clara com a baliza aberta. Aos 14’, Gul abriu no polaco, que rematou para defesa de André Ferreira e, de seguida, Gabri Veiga fez o 1-0. Na ressaca de defesa apertada de André Ferreira, mandou a bola por cima da barra, após bom cruzamento de Martim Fernandes. Foi muito ativo na pressão e na criação de perigo, demonstrando enorme talento apesar da juventude. Terceira jornada a marcar na Liga, depois de Arouca e Benfica.
(5) Borja Sainz - Entrou para substituir Pietuszewski e trouxe mobilidade ao ataque. Participou nas movimentações ofensivas e teve contribuição sólida, embora sem momentos decisivos.
(4) Moffi - Teve uma grande oportunidade num contra-ataque conduzido por Rodrigo Mora, obrigando André Ferreira a uma excelente defesa com o braço direito.
(6) Pablo Rosario - Entrou para reforçar o lado direito da defesa após a saída de Zaidu. Trouxe equilíbrio e ajudou na gestão da posse de bola numa fase em que o FC Porto controlava o jogo.
(5) Rodrigo Mora - Conduziu um contra-ataque que originou a grande oportunidade de Moffi e ainda tentou um remate em arco que saiu à figura do guarda-redes. Mostrou criatividade e qualidade técnica.