Sporting perde na Eslováquia para a Taça Europa (foto FIBA)

Leão 'esquece-se' do último período na Eslováquia e perde na Taça Europa

Sporting esteve três quartos do jogo (ou quase) em vantagem e deixou-se derrotar nos derradeiros dez minutos pelos eslovacos do BC Prievidza

O Sporting saiu da Eslováquia com uma derrota que custa mais pelo que a equipa leonina fez durante três períodos do jogo do que pelo resultado, a perda de um precioso ponto e o último lugar do grupo só com desaires. Frente ao BC Prievidza, os verdes e brancos estiveram longos minutos por cima do adversário, mostraram personalidade e chegaram a dar a sensação de que tinham o duelo controlado, mas acabaram por ceder por 94-82, na terceira jornada da segunda ronda da Taça Europa.

O início foi promissor. O Sporting entrou confiante, solto no ataque e eficaz de fora, construindo uma vantagem que espelhava a boa abordagem ao jogo. Havia fluidez, havia energia, e o primeiro quarto deixou sinais claros de que a equipa de Luís Magalhães estava preparada para discutir o resultado até ao fim.

Com o passar do tempo, porém, o jogo foi mudando de rosto. O Prievidza cresceu, empurrado pelo público e por uma intensidade cada vez maior, e conseguiu chegar ao intervalo na frente, num aviso claro de que a segunda parte seria uma batalha diferente.

O Sporting ainda reagiu após o descanso, voltou a mandar no marcador e chegou a cavar uma margem confortável, num dos melhores momentos da noite. Mas o basquetebol, como tantas vezes, não perdoa hesitações. Os eslovacos nunca desistiram, foram reduzindo a diferença e entraram no último período com o jogo novamente em aberto.

Aí, o Prievidza foi mais forte. Aproveitou o embalo, acelerou quando foi preciso e acabou por decidir o encontro nos minutos finais, deixando aos leões apenas o amargo de uma derrota que podia ter sido evitada.

Brandon Johns Jr. destacou-se como o principal jogador da equipa de Luís Magalhães, com 21 pontos e seis ressaltos, mas o coletivo leonino sai da Eslováquia com a sensação de que fez muito, embora não o suficiente. Uma noite de luta, esperança e frustração, num caminho europeu que continua exigente.

«Não quisemos massacrar os jogadores...»

O técnico Luís Magalhães analisou a partida: «Estivemos cerca de 28 minutos à frente e eles estiveram cerca de dez, mas foi quando interessou. Cavaram uma distância no marcador que lhes permitiu vencer. Estivemos bem defensivamente, nomeadamente no início da segunda parte, quando corrigimos alguns aspectos. Tínhamos o objetivo de não massacrar muito os jogadores e equilibrar os tempos de jogo tendo em conta as competições que temos pela frente e o facto de termos poucas hipóteses nesta prova devido às fortes equipas que enfrentamos».