Kimpembe recorda final doloroso no PSG: «Sofri bastante»
Presnel Kimpembe abordou, numa entrevista ao L'Équipe, o final difícil da sua ligação ao PSG, poucas semanas depois de se ter sagrado campeão europeu,. O defesa, que rumou ao Qatar SC para relançar a carreira, esteve mais de dois anos a contas com graves lesões no tendão de Aquiles.
Apesar do longo calvário, Kimpembe garante que nunca duvidou da sua condição física. «Sentia-me pronto para jogar, caso contrário não estaria no grupo. Não me teriam convocado», afirmou. No entanto, o jogador reconhece a cautela por parte do clube parisiense, dada a gravidade da situação. «Quando se sai de uma lesão como esta, assusta. Uma segunda é ainda pior. O treinador e a equipa técnica não queriam necessariamente correr riscos», admitiu.
Para além do impacto desportivo, o período de paragem foi mentalmente desgastante para o internacional francês, que descreveu a provação como profunda. «Sofri bastante», confessou, partilhando o impacto que a ausência dos relvados teve na sua vida familiar.
As perguntas dos filhos eram particularmente difíceis de gerir. «Os meus filhos perguntavam-me: Pai, porque não jogas? Porque estás em casa?», recordou. A situação estendia-se aos seus entes queridos, sendo necessário «responder constantemente a perguntas, explicar, tranquilizar».
Hoje, Kimpembe mostra-se orgulhoso por ter superado a adversidade. «Apesar das duas operações, há sempre esperança. Aprendi, cresci, mas precisava de voltar a jogar», concluiu, justificando assim a sua decisão de deixar Paris.