Luis Enrique, treinador do PSG, na antevisão ao duelo com o Newcastle - Foto: IMAGO

Último jogo da fase de liga não é decisivo, garante treinador do PSG

Luis Enrique defendeu que o que interessa é a classificação final e garantiu que, se uma derrota frente ao Newcastle garantisse um lugar nas meias-finais, assinaria já por baixo

Luis Enrique, treinador do PSG, afirmou que aceitaria de imediato um empate ou uma derrota no confronto desta quarta-feira com o Newcastle, se isso lhe garantisse a conquista da UEFA Champions League. Os parisienses defrontam os magpies no último jogo da fase de liga da competição e ambas as equipas, com 13 pontos, lutam por um lugar nos oito melhores desta fase, que permite evitar o play-off de acesso aos oitavos de final. Apesar disso, o técnico dos franceses lembrou que o importante é classificação... no final.

«Se ganharmos, podemos terminar em sexto, mas eu assinaria agora mesmo por uma derrota ou um empate, desde que estivéssemos entre os quatro primeiros no final da competição. Se alguém me disser agora que vamos terminar em 15.º, mas depois vamos ganhar a Liga dos Campeões, eu aceito. O verdadeiro torneio começa depois, nas eliminatórias, e aí somos uma equipa incrível e vamos prová-lo novamente», comentou o espanhol.

O Paris Saint-Germain reencontra o Newcastle pouco mais de dois anos depois de ter perdido por 1-4, na fase de grupos da edição 2023/24 da Champions. Um resultado que já não entra nos pensamentos do técnico. «Esqueci completamente aquela derrota. Lembro-me apenas do resultado. Isso foi há dois anos. Muitos jogadores chegaram, muitos saíram. Agora jogamos muito melhor», disse.

«Amanhã será um jogo difícil, mas estamos confiantes. A chave é jogar da forma como podemos, mostrar os nossos pontos fortes e talento. O encontro terá momentos diferentes, haverá lances de bola parada, mas também é muito importante o tipo de jogo que queremos fazer. Temos de procurar controlar as diferentes fases e, especialmente, a última parte do jogo. O resultado será a favor de uma das duas equipas e espero que não haja loucuras. Já falei sobre a falta de confiança no nosso último jogo, mas agora entramos numa competição que adoramos e isso é muito positivo. Esta competição é importante para o clube, e este é um momento crucial da época», analisou o espanhol

Elogios à profundidade do plantel não descartam reforços

Este será o primeiro jogo da equipa de Vitinha, Nuno Mendes, João Neves e Gonçalo Ramos na UEFA Champions League desde a derrota por 1-2 em Alvalade frente ao Sporting. Será também o primeiro jogo de Hakimi, vice-campeão da CAN, que esteve ao serviço de Marrocos na competição africana. Mais uma opção para Luis Enrique, que deixou elogios ao vasto leque de opções de que dispõe.

«A Liga dos Campeões é o melhor remédio, porque todos recuperam e querem jogar. Tenho dúvidas sobre a equipa de amanhã e estou muito feliz com isso, porque todos os jogadores estão disponíveis, tenho escolha em muitas posições. O facto de os jogadores recuperarem coloca-me numa situação em que tenho de tomar decisões importantes. Haverá suplentes que merecem ser titulares, e estou extremamente satisfeito com esta situação. Perguntaram-me muitas vezes sobre o lateral-direito, mas não me deixei influenciar, porque tenho experiência. Zaire-Emery é uma grande personalidade e um excelente jogador. Ele pode jogar em qualquer posição, o que é positivo tanto para ele como para mim. Hakimi regressou, já fez três treinos connosco, mas temos de avaliar o seu estado físico e mental, porque cada jogador tem as suas especificidades. Ele está em excelente forma e amanhã decidiremos se será titular”, reforçou.

Apesar destas palavras, não está posta de parte a hipótese de novo ataque ao mercado de transferências, mesmo após a contratação de Dro Fernández, médio de 18 anos e pérola da formação do Barcelona. «Precisamos de estar abertos e preparados na janela de transferências. Gostamos de jogadores de qualidade. Não é fácil encontrá-los para reforçar o nosso plantel. Acredito que, no futuro, o Dro será um jogador importante. É altura de dar confiança a todos os jogadores, mantendo-nos abertos ao mercado de transferências», concluiu.