Jakub Kaminski ao serviço da seleção polaca - Foto: IMAGO

Kaminski: o que vale o 'raio' que seduz o Benfica?

Polaco de 24 anos está na lista das águias e pode reforçar equipa da Luz

O Benfica está fortemente empenhado em contratar mais um extremo-esquerdo para o plantel de Marco Silva. O último nome a surgir, e que aparenta ter consistência suficiente para avançar é o de Jakub Kaminski, polaco de 24 anos que brilhou na última temporada na Bundesliga, ao serviço do Colónia. Formado na boa escola do Lech Poznan, uma das referências atuais na área do futebol do país, Kaminski é o desejado para oferecer concorrência direta a Andreas Schjelderup, embora a evolução possa evoluir para um outro contexto, tendo em conta o volume do seu jogo e a situação indefinida do norueguês, que tem mercado e ainda não respondeu favoravelmente à proposta de renovação das águias.

A sua valorização disparou após uma época de afirmação plena ao serviço do Colónia — de €5M para €17M, de acordo com o site especializado transfermarkt. Die Gleissböcke ativaram recentemente a opção de compra junto do Wolfsburgo por 5,5 milhões de euros. No entanto, o assédio também cresceu e os encarnados aparentam estar mesmo na frente da corrida. Se a notícia é recente por cá, há cerca de duas semanas que no seu país natal foram relatadas negociações com o emblema da Luz.

AGILIDADE E TRABALHO, MUITO TRABALHO

Quando Kaminski tinha apenas 18 anos e brilhava no Lech Poznan, os relatórios de observação já traçavam um perfil de eleição. Escrevia-se que era um futebolista veloz, ágil, excelente no drible, inteligente e dotado de uma enorme capacidade de trabalho, com um forte contributo defensivo. Era apontado, sem hesitações, como o futuro do futebol polaco. Essas características mantiveram-se intactas, apenas a afirmação parece ter demorado um pouco mais, com a passagem pelo clube da Volkswagen, que trouxe dores de crescimento.

Essa etapa nos Wölfe moldou-lhe sobretudo o caráter competitivo e refinou as suas aptidões táticas. Na Alemanha, analistas e treinadores elogiaram frequentemente a sua disciplina posicional e a aptidão natural para o pressing alto. A estampa física e rapidez tornaram-no num elemento precioso nas transições ofensivas.

Nem tudo foi, como se disse acima, um mar de rosas. Durante o tempo no Wolfsburgo, a imprensa alemã apontou-lhe algumas lacunas. A principal crítica residia na tomada de decisão no último terço do terreno. Kaminski revelava uma eficácia reduzida face ao enorme esforço despendido em campo, pecando algumas vezes no cruzamento ou no remate final. O seu sacrifício defensivo era tamanho, contudo, que chegou a ser utilizado como ala recuado ou mesmo lateral improvisado.

A maturidade definitiva chegou na última temporada ao serviço do Colónia. Mais liberto de missões puramente recuadas, o extremo explodiu com sete golos apontados em 36 partidas na Bundesliga. Afastou os fantasmas da ineficácia e provou que sabe definir com critério quando se aproxima da baliza adversária. O jogo aéreo continua a ser o seu principal ponto fraco, fruto dos seus 1,79 metros, mas compensa-o com uma agilidade impressionante com a bola colada ao pé.

UMA APOSTA SEGURA

Não será, já se percebeu, um investimento barato. No entanto, Kaminski parece ser uma aposta segura. Encaixa muito bem numa equipa pressionante, e é associativo ou explosivo com a bola nos pés, tornando-o, ao mesmo tempo, uma arma para blocos baixos e para a transição rápida (aqui com maior naturalidade). A agilidade junta-se à velocidade, permitindo-lhe mudar rapidamente de direção graças a um bom controlo de bola. Usa pouco o pé esquerdo, serve de apoio para o drible, ainda que de vez em quando o utilize na finalização. Cruza bastante bem, sobretudo do lado direito. Ou seja, é compatível num 11 com Schjelderup, se Marco Silva assim entender.

De acordo com as informações recolhidas por A BOLA, o Benfica não está sozinho na corrida pelo talentoso jogador. Clubes ingleses como o Brighton e alemães como o RB Leipzig também seguem atentamente os seus passos. O Colónia sabe que tem uma pérola em mãos e remete os interessados para a cláusula de rescisão. O passe do internacional polaco está fixado nos 20 milhões de euros até meados deste mês de julho. Se se adaptar bem à realidade do Benfica e do futebol português, tudo leva a crer que será após segura.

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