Jorge Braz: «É preciso ter sempre confiança em quem somos»
Portugal volta a entrar em quadra no Euro 2026 na terça-feira, contra a Hungria, na segunda jornada do Grupo D. A equipa das Quinas defronta a seleção húngara que surpreendeu a Polónia (4-2), na primeira ronda.
Jorge Braz, ainda assim, relativizou o resultado surpreendente e destacou as valências magiares: «Não estamos surpreendidos com a Hungria, tínhamos a clara noção do nível de organização deles. Sabem muito o que fazem em todos os momento do jogo. Esperam pacientemente pela oportunidade.» O selecionador nacional reiterou a importância de manter o foco na missão nacional de voltar a vencer e encaminhar a qualificação para os quartos de final: «Se fizermos o nosso trabalho bem feito, do outro lado ainda devem estar mais preocupados.»
O treinador de 53 anos desvalorizou a luta pelo cinco inicial e preferiu salientar a «vontade e disponibilidade dos 14 convocados». A vitória diante da Itália (6-2) permitiu que a equipa lusa entrasse com o pé direito no Euro, mas Jorge Braz destacou a necessidade de «afinar pequenas questões estratégicas» na preparação para a Hungria.
As adversidades são encaradas pelo técnico luso como uma ponte para aprendizagens fulcrais: «Todos os momentos negativos que possam acontencer nunca nos podem atrapalhar no nosso processo. É preciso ter sempre confiança em quem somos. Os erros fazem parte e não nos deitam abaixo.»
«Orgulho enorme» deTomás Paçó
Tomás Paçó foi o porta-voz do plantel luso na véspera do duelo contra a Hungria. O fixo do Sporting elogiou a organização e força física do adversário de terça-feira, antes de considerar que «qualquer equipa que jogue contra Portugal vai estar sempre motivadíssima.»
Tirar a confiança à Hungria clarifica o caminho até à vitória e à próxima fase, mas Tomás Paçó abordou os próximos passos da equipa lusa: «O nosso objetivo é fazer os nove pontos. Se ganharmos frente à Hungria isso não fará com que entremos mais relaxados no último jogo com a Polónia. Queremos passar à fase seguinte em 1.º lugar com três vitórias.»
O fixo luso destacou ainda o «orgulho enorme» de partilhar balneário com o irmão, Bernardo Paçó, a viver a primeira grande competição da carreira.