Foi preciso chamar a artilharia para o Sporting ganhar!

Triunfo tangencial sobre o Dínamo Bucareste a fechar a fase de grupos da Champions

Foi preciso transpirar! O Sporting venceu o Dínamo Bucareste por 30-29 na última jornada da fase de grupos da Champions, mas a tarefa foi bem mais dura do que chegou a parecer para o leão.

A entrada em jogo fazia prever que o Sporting iria confirmar o favoritismo claro com que encarava a partida e sensivelmente a meio da primeira parte, os leões já mais do que dobravam os golos do campeão romeno.

Mas depois de chegar aos 11-6, a eficácia ofensiva decaiu de forma clara e apesar de Mohamed Ali ter estado muito bem na baliza, com oito defesas, um parcial de 7-3 para o Dínamo Bucareste levou o jogo muito mais equilibrado para o intervalo.

Os leões venciam por 14-13, mas o aviso romeno tinha sido claro ao chegar ao empate (13-13), aproveitando a rotação feita por Ricardo Costa para dar tempo de jogo a todos os jogadores e manter as principais figuras frescas.

E a ideia confirmou-se no segundo tempo. A equipa portuguesa até conseguiu um bom parcial após o descanso graças à alteração defensiva promovida pelo treinador dos leões, que apostou numa defesa muito agressiva a condicionar o ataque romeno, mas depois passou o efeito surpresa e foi preciso inventar novamente.

A meio da 2.ª parte o empate persistia e o técnico leonino não teve outra alternativa: foi preciso chamar a artilharia pesada! Martim e Kiko Costa estavam a descansar há demasiado tempo para as necessidades da equipa.

A entrada da dupla não resolveu todos os problemas, e prova disso é que a cerca de um minuto e meio do final o Dínamo conseguiu voltar a liderar o marcador, com Miguel Martins a contribuir com dois golos, algo que só conseguira no 2-1, mas contribuiu de forma decisiva.

Basta dizer que entre os dois Costa foram distribuídos sete dos últimos 10 golos da equipa, cinco dos quais apontados por Kiko.

Fundamental também, contudo, foi Mohamed Ali. O guardião egípcio dos leões jogou todo o encontro, somou 13 defesas, duas das quais seguidas no último ataque do Dínamo, após um time-out pedido por Paulo Jorge Pereira com 20 segundos para jogar.

No final a lei do mais forte imperou, o Sporting segue em frente para defrontar o Wisla Plock no play-off de acesso aos quartos de final da Champions, e o selecionador nacional e treinador do campeão romeno despede-se esta época da prova da mesma forma como se estreou nela no início da temporada: a vender cara a derrota ao leão.