Dwight Howard guarda a capa de Super-homem
Apesar de ter jogado pela última vez na NBA em 2021/22, e depois ainda ter atuado em 2022/23 nos Taiyuan Leopards, em Taiwan, Dwight Howard, anunciou oficialmente aos 40 anos o fim da carreira de 19 épocas, 18 das quais na NBA, tendo passado por sete clubes, mas nos Lakers em três ocasiões. A notícia, partilhada esta sexta-feira nas redes sociais, surge de forma algo atípica, uma vez que o jogador já tinha sido introduzido no Hall of Fame do basquetebol em 2025 e não jogava na liga desde 2022.
O poste, conhecido pela alcunha de Super-Homem - o que irritava Shaquille O'Neal -, decidiu pendurar a capa, um símbolo do seu estilo de jogo explosivo e atlético que marcou uma era na Liga. A alcunha ficou sobretudo imortalizada no concurso de afundanços do All-Star Weekend New Orleans 2008, quando, de capa vermelha com o logo do herói Supe-Homen, realizou um dos momentos mais icónicos da história do evento.
«Acordei hoje, dia 12, e percebi que era altura de deixar o Super-Homem para trás», escreveu Howard nas suas redes sociais. «Agora, tiro a capa e retiro-me de todo o basquetebol para me dedicar à minha família e retribuir às comunidades em todo o mundo. Sei que alguns podem pensar que eu já me tinha retirado, mas não... foi o jogo que me retirou a mim!»
Apesar de sentir que «ainda tinha mais para dar» à modalidade, Howard planeia agora partilhar o seu conhecimento com as gerações mais novas. O jogador revelou ainda uma iniciativa peculiar: como não teve uma digressão de despedida, irá usar o dia 12 de cada mês para viajar a diferentes cidades e realizar atos de bondade aleatórios.
Recorde-se que Dwight Howard foi a primeira escolha do Draft de 2004, selecionado pelos Orlando Magic diretamente do liceu Southwest Atlanta Christian Academy. Rapidamente destacou-se como um poste dominante, protetor do cesto e com uma capacidade atlética invulgar para a sua posição, tendo levado a formação da Flórida aos Finals de 2008/09, onde foi derrotada pelos Lakers por 4-1
Ao longo da carreira, que incluiu as referidas passagens por sete equipas, foi oito vezes All-Star, três eleito o Jogador Defensivo do Ano e conquistou um título de campeão da NBA com os Los Angeles Lakers em 2019/20, ao lado de LeBron James, no campeonato que foi finalizados na bolha criada em Orlando devido à pandemias. Liderou a liga em ressaltos e desarmes de lançamento por diversas vezes e pertence ao restrito grupo de 17 jogadores que conseguiram mais de 30 ressaltos num único jogo.
O seu sorriso contagiante e bom humor, dentro e fora do campo, tornaram-se uma das suas imagens de marca, gerando tanto admiração como críticas. O anúncio do fim de carreira após a entrada no Hall of Fame apenas reforça a imagem de um jogador atípico, que combinou o domínio em campo com uma personalidade descontraída, provando que não existe um único caminho para a imortalidade no basquetebol.
Nos últimos dias foram várias as notícias de problemas conjugais, com a mulher a publicar nas redes sociais que Howard consumia drogas, que a polícia foi chamada, pelo menos três vezes, a sua casa, uma delas devido a uma ameaça de suicídio, e o rumor que o casal, que até estava a planear consumar um novo casamento, poderia estar à beira da separação.