Jogador do Chamusca agredido em jogo do campeonato do INATEL já está em casa
Rui Nalha, capitão do Chamusca que foi agredido no passado domingo durante a partida frente à UD Malaqueijo, a contar para o campeonato do INATEL, já teve alta hospitalar e encontra-se a recuperar em casa, sob vigilância clínica durante 48 horas. A informação foi confirmada pelo presidente do emblema ribatejano, Saidy Machado, em declarações à agência Lusa.
O dirigente adiantou que o atleta já «está em casa e não tem nada fraturado», afastando o cenário de um quadro clínico «tão grave» como inicialmente se temia. De acordo com o Saidy Machado, Rui Nalha foi alvo de uma agressão inicial que o projetou para o relvado, tendo depois protegido a cabeça com os braços para minimizar o impacto dos pontapés sofridos enquanto estava caído, situação que lhe provocou mazelas nos membros superiores.
Lamentando o sucedido num duelo entre formações que mantêm «um bom relacionamento», Saidy Machado deu conta de que a Guarda Nacional Republicana (GNR) tomou conta da ocorrência, manifestando ainda a expectativa de que a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) intervenha no caso.
Recorde-se que, logo no domingo, a formação da Chamusca recorreu às redes sociais para repudiar veementemente o episódio, apontando o dedo ao guardião adversário: «O ato cobarde do guarda-redes da União Desportiva Malaqueijo, que, de maneira bárbara, agrediu brutalmente o nosso capitão com vários pontapés na cabeça, quando o mesmo estava deitado no chão.»
«A violência não tem lugar no desporto e não é justificação em qualquer situação. O futebol move multidões e gerações. Numa bonita tarde de futebol, com bela uma moldura humana, esta é mais uma mancha no futebol. Nós, União Desportiva da Chamusca, não nos revimos nestes comportamentos e vamos lutar até às últimas instâncias para defender os nossos e a nossa imagem», acrescentou a direção do clube.
Por sua vez, a UD Malaqueijo reagiu em comunicado, salientando que vários atletas sofreram consequências físicas devido aos confrontos generalizados. Segundo a versão do clube visitante, o seu próprio capitão, que é «um profissional de saúde, deitou-se sobre o atleta caído com o objetivo de o ajudar e o proteger das diversas agressões, inclusive da equipa da Chamusca, tendo colocado a sua integridade física [em risco] e tendo sido pontapeado nas costas e cabeça».
O clube adversário justificou ainda o término precoce do encontro com a invasão de campo: «A situação agravou-se com a entrada de adeptos da equipa da casa no terreno de jogo, criando um ambiente de insegurança que levou o delegado da nossa equipa a solicitar à equipa de arbitragem o encerramento do encontro e a intervenção das autoridades. Queremos, neste sentido, reconhecer a postura da equipa de arbitragem e agradecer à GNR pela sua intervenção, que permitiu garantir a saída em segurança dos nossos atletas, equipa técnica e cerca de 15 adeptos, entre os quais se encontravam pessoas de idade mais avançada e uma bebé de um ano de idade.»
A fechar, a UD Malaqueijo vincou o papel do seu treinador e do massagista no auxílio prestado a Rui Nalha, assinalando que «estiveram presentes e acompanharam a situação, demonstrando que, mesmo nos momentos mais difíceis, o respeito pela integridade humana deve prevalecer». A estrutura diretiva garantiu total disponibilidade para colaborar com as entidades competentes e assegurou que o seu guarda-redes «contesta todas as acusações que lhe são imputadas».
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