CEO do Bodo/Glimt recorda episódio com Mourinho: «Não quis treinar aqui»
O crescimento do Bodo/Glimt no panorama do futebol europeu já não passa despercebido a ninguém. Em vésperas de defrontar o Nápoles, o CEO do clube norueguês, Frode Thomassen, abordou a evolução da equipa e relembrou um episódio curioso que remonta a 2021, quando José Mourinho visitou pela primeira vez as instalações do clube ao serviço da Roma.
Na altura, o treinador português não escondeu o desagrado com o relvado sintético e atirou: «Ainda bem que não treinámos aqui. Não gosto deste campo». Cinco anos volvidos, o cenário transformou-se radicalmente.
«Já não somos a equipa dos tempos de Mourinho, que não quis treinar aqui. Hoje em dia, os clubes vêm fazer o treino de adaptação cá porque consideram que é importante», sublinhou Frode Thomassen, antigo futebolista e ex-funcionário do Ministério da Cultura da Noruega.
Com um trajeto recente de respeito nas competições europeias — depois de ter afastado a Lazio na Liga Europa há dois anos e o Inter na Liga dos Campeões na temporada transata —, o Bodo/Glimt prepara-se agora para medir forças com a formação orientada por Allegri. A comitiva nórdica antecipou a viagem e já se encontra em solo italiano, procurando fugir às condições climatéricas adversas do norte da Europa.
«A equipa já está em Nápoles. Na Noruega faz frio, chove e há vento, pelo que os jogadores podem treinar com um clima melhor. Espera-nos um jogo importante. Não importa que a equipa adversária atravesse um momento menos positivo, têm grandes jogadores e um excelente treinador. Teremos cerca de dois mil adeptos connosco. Queremos fazer uma boa exibição», perspetivou o dirigente.
A afirmação internacional do clube é acompanhada por um ambicioso projeto de infraestruturas: a construção de uma nova arena no Círculo Polar Ártico, orçada em mais de 100 milhões de euros, cujas obras deverão estar concluídas dentro de cerca de dois anos: «O fundamental é que seja aquilo que idealizámos: um estádio confortável, moderno e tecnológico.»
Confrontado sobre o segredo do sucesso do emblema norueguês, o diretor-executivo prefere manter a postura pragmática: «Não sei se o nosso modelo é exportável, até porque Bodo é a primeira localidade a seguir ao Círculo Polar Ártico e tem as suas particularidades. No entanto, há algo que pode ser replicado: construir passo a passo, pedra sobre pedra.»