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Jogador da Túnisia atira-se a ex-treinador e à federação: «Nunca tínhamos jogado juntos antes»
A goleada sofrida contra os nipónicos foi o culminar de uma participação desastrosa para a seleção do norte de África. Com duas derrotas consecutivas, a primeira por 1-5 contra a Suécia, a Tunísia ficou sem qualquer hipótese de qualificação, juntando-se a Haiti e Turquia na lista das primeiras equipas eliminadas do torneio.
A crise instalou-se logo após o primeiro jogo, com a federação a demitir o selecionador Sabri Lamouchi, que estava no cargo desde janeiro de 2026. Para o seu lugar foi chamado Hervé Renard, que orientou a Arábia Saudita no Mundial 2022.
Em declarações à Bein Sports, Ali Abdi, que atua no Nice, criticou abertamente a forma como a equipa foi construída para a competição, visando diretamente as escolhas de Lamouchi. «Fomos para o Campeonato do Mundo com um novo técnico e jogadores novos que nunca haviam jogado juntos antes, em vez de contar com os experientes, enquanto a seleção japonesa manteve o mesmo elenco que disputou o Mundial 2022», lamentou o defesa.
Visivelmente emocionado, Abdi aproveitou para pedir perdão aos adeptos e criticar a gestão federativa. «Peço desculpas aos adeptos tunisinos, não às pessoas que se divertem a espalhar informações por aí. Isso não está no interesse do país. Não temos tempo para trabalhar, destruímos tudo para reconstruir de cada vez, em vez de corrigir os defeitos», afirmou, com lágrimas nos olhos.
O novo selecionador, Hervé Renard, admitiu ter sido apanhado de surpresa com o convite. «Tudo aconteceu muito rápido desde o momento em que o Sabri foi demitido do cargo. Não houve muito tempo para pensar», revelou ao jornal francês Le Parisien, prometendo, ainda assim, o máximo empenho nos jogos restantes.
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