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Mundial 2026: «Há um mês levei um murro. Vocês têm a sorte de estar aqui»
Hervé Renard, nomeado selecionador da Tunísia na passada terça-feira, não perdeu tempo a tentar motivar os seus jogadores para uma reação imediata após a pesada derrota por 1-5 frente à Suécia, no jogo de estreia do Mundial 2026, que motivou o despedimento de Sabri Lamouchi.
O técnico francês recorreu a um discurso motivacional para despertar a equipa antes do decisivo confronto com o Japão, no domingo. Num vídeo divulgado pela imprensa tunisina, Renard apelou ao patriotismo do grupo e falou da «sorte» que é estar neste palco.
«É a camisola, rapazes. Sabem perfeitamente que há pessoas que fizeram a viagem até aqui. Sabem quanto gastaram para vos vir apoiar?», questionou. «É a pátria, é a nação. Obviamente, quando falhamos este primeiro passo com uma diferença tão grande no marcador, há pessoas que reagem mal, mas é preciso enfrentar isso e ser forte para reagir», disse, com emoção.
O técnico, duas vezes vencedor da CAN, com a Zâmbia em 2012 e a Costa do Marfim em 2015, partilhou ainda a sua própria desilusão recente para realçar a oportunidade que os jogadores têm em mãos, lembrando que Renard foi demitido do cargo de selecionador da Arábia Saudita em abril, perdendo a própria oportunidade de estar no Mundial. «Levei um murro há um mês, não imaginam o que é. Vocês têm a sorte de estar aqui, por isso, no segundo jogo, vamos acertar as contas e a palavra de ordem é: união», atirou.
Renard não se ficou por aqui e ainda apelou à responsabilidade dos jogadores para com os adeptos e o país: «É preciso avançar, porque no futebol não temos tempo a perder. Sei que é duro, temos as pernas mais pesadas do que o habitual. Mas quando somos profissionais, temos de saber reagir, e aqueles que vamos colocar em campo serão os mais fortes mentalmente.»
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