João José: «Queremos sair de cabeça erguida»
O selecionador português de voleibol, João José, reconheceu o desgaste físico e mental da equipa, após a derrota por 3-0 frente à Ucrânia, no Campeonato da Europa, que decorre na Bulgária, mas destacou a importância de terminar a competição com uma vitória.
«Foi um dia diferente dos outros, a equipa já estava um pouco mais carregada, o que é normal», explicou João José, admitindo que o cansaço condicionou o desempenho português. Para o técnico, houve «menos discernimento para algumas coisas que era preciso terem acontecido de uma forma melhor».
Portugal chega assim ao último encontro dependente de outros resultados para manter viva a possibilidade de apuramento. Apesar do cenário, o selecionador prefere concentrar-se na prestação da equipa diante da Macedónia do Norte.
«Queremos sair de cabeça erguida, com uma vitória no derradeiro encontro, para fugir ao último lugar», afirmou João José, que antevê mais um desafio exigente do ponto de vista físico. O encontro será o quinto de Portugal em apenas seis dias, uma sequência que, segundo o treinador, começa a ter impacto na capacidade de decisão dos jogadores.
«Vamos tentar passar para o jogo com a Macedónia do Norte o melhor que temos feito, pois vai ser um desafio exigente fisicamente», sublinhou.
Apesar dos resultados menos positivos, João José procurou também destacar os sinais positivos deixados pela participação portuguesa no Europeu, nomeadamente a integração de novos jogadores. «Também há coisas boas que têm acontecido ao longo desta competição, atletas novos que começaram a ser integrados e a assumir a responsabilidade dentro da equipa», salientou.
O selecionador acrescentou que a equipa procura olhar para além do resultado imediato, apostando igualmente no desenvolvimento do grupo e na preparação do futuro.
«As derrotas começam a ser pesadas»
Alexandre Ferreira reconheceu que a derrota diante da Ucrânia voltou a deixar marcas numa equipa que tem acumulado resultados negativos. «É pesado. É pesado por ser outra derrota e já começamos a acumular várias», admitiu o internacional português.
Ainda assim, o jogador considerou que Portugal conseguiu reagir depois do desaire frente a Israel, no domingo. «Acho que, acima de tudo, conseguimos dar uma boa resposta relativamente ao jogo de ontem», afirmou.
O desgaste físico é uma das principais dificuldades para a seleção portuguesa. «Até agora, só tivemos um dia de descanso e há cansaço acumulado, mesmo assim tentámos dar o máximo», explicou Alexandre Ferreira.
O internacional português reconheceu também o peso psicológico provocado pela sucessão de jogos e derrotas. «No meu caso e de outros, jogámos e as derrotas começam a ser pesadas na nossa cabeça», confessou, apontando já ao último compromisso da competição: «Pelo menos esperamos acabar esta competição com uma vitória».
Apesar das dificuldades, Portugal ainda mantém uma possibilidade matemática de seguir em frente, embora dependa do resultado de outras seleções. Para Alexandre Ferreira, a prioridade é clara: vencer primeiro a Macedónia do Norte e depois esperar por um resultado favorável de Israel.
«Quando já não depende de nós é sempre um bocado chato, mas pode acontecer», reconheceu.
O jogador lembrou ainda que o desempenho no Europeu tem consequências que vão além da classificação atual, nomeadamente para o futuro da seleção. «O objetivo é também pensar um pouco mais além, o ranking e a possibilidade de nos mantermos para o Mundial, para o ano, e também continuarmos num patamar elevado no ranking da CEV Cup, para fazermos também seguir o apuramento para o próximo Europeu», explicou.