A análise de Pedro Henriques às polémicas do Famalicão-Sporting
7’: Penálti. Rodrigo Pinheiro, já no interior da área, dá dois toques com o pé direito no tornozelo de Maxi Araújo. Houve causa e efeito. Ou seja, rasteirou e com isso derrubou o defesa uruguaio dos leões. O VAR devia ter chamado o juiz ao monitor. Castigo máximo claro e óbvio.
25’: Lei 12. Golo bem anulado, porque a bola bate no braço esquerdo de Flávio Gonçalves e a lei diz: mesmo que o toque seja acidental e a bola entre na baliza diretamente (não foi o caso) ou imediatamente a seguir (foi o que sucedeu) o golo é anulado. É a lei, não há interpretação.
59’: Pisão. Faltou mostrar cartão amarelo a Gonçalo Inácio, por uma entrada fora de tempo e sem bola sobre Sorriso. Na ocasião, pisou com o seu pé direito o peito do pé esquerdo do extremo brasileiro do Famalicão. Foi uma entrada negligente passível de advertência.
78’: Penálti. Três momentos de análise: Suárez não faz falta sobre Peña, toca na bola com o pé esquerdo; depois, não há empurrão de Irankunda sobre Bondo, que cai porque tropeça no jogador leonino; e finalmente Bondo pisa com o pé direito Ioannidis. A decisão final foi correta.
87’: Sem bola. A expulsão de Roméo Beney, foi porque, sem a bola perto (já tinha sido passada), levantou, de forma intencional, a perna direita, embora dobrada, para trás e acertou com a sola em Maxi Araújo. Foi uma conduta violenta bem sancionada com o cartão vermelho direto.
90+1’: Sem falta. No golo do empate do Famalicão, não há falta atacante de Abubakar sobre Fresneda. O avançado saltou na vertical, cabeceou o esférico, não se apoiou para fazer esse salto. O contacto com as mãos é quando o defesa já está no ar e não é impedido de saltar.
A nota a Luís Godinho: 6
Decisões técnicas e disciplinares que o árbitro teve (e foram muitas), com ênfase nos dois golos e na expulsão.
Faltou árbitro e, sobretudo, VAR num lance de penálti em que as repetições não deixam dúvidas sobre a infração.
Outros lances em análise
25’ A lei 12 (faltas e incorreções), na sua página 110, é muito clara em relação a uma alteração que já tem alguns anos, mas que ainda continua no desconhecimento de muitas pessoas, onde a propósito do «tocar a bola com a mão» diz que se considera sempre infração, quando um jogador marca um golo na baliza adversária, diretamente ou imediatamente após o toque na bola com a própria mão/braço, inclusive se for acidental. Ou seja, basta que toque, não há interpretação: se foi deliberada, ou comvolumetria... Isso não conta nem entra nesta análise. Daí que o VAR ao verificar que houve esse toque informa o árbitro e este não vai ao monitor ver a imagem, porque é factual e não carece de interpretação. Daí também, no estádio, o árbitro ter comunicado, verbalmente e publicamente, que o golo tinha sido anulado por toque do jogador 58, ou seja, Flávio Gonçalves. Se o golo fosse anulado pelo toque anterior dado com o braço, por Luis Suárez, já tinha de ir ao monitor para interpretar, porque, aí sim, entravam os tais fatores.
33’ Uma entrada que era passível de cartão amarelo, que o árbitro não mostrou e nem falta assinalou: Tamás Szucs estica a sua perna direita e pisa o pé esquerdo de Geny Catamo. Uma entrada que se enquadra na negligência e que merecia sanção disciplinar.
45+1’ Cartão amarelo bem mostrado a Gil Dias, na ocasião, por trás e sem querer jogar a bola, agarrou e puxou Flávio Gonçalves, numa atitude e comportamento antidesportivo bem sancionado disciplinarmente. Depois, arriscou ao colocar a mão no pescoço do jogador leonino.
72’ O cartão amarelo mostrado a Geny Catamo foi correto, porque, ao entrar com o seu pé e perna esquerda no pé e perna também esquerda de Sorriso, acaba por derrubar e impedir assim a saída em ataque rápido da equipa famalicense.
80’ Carlos Carvalhal, treinador do Famalicão, foi advertido no banco de suplentes, em virtude de protestos para com a decisão do árbitro.
86’ Cartão amarelo mostrado a Luis Suárez que, após fazer falta, ainda teve um desentendimento e comportamento antidesportivo para com o adversário.
90’ Irankunda viu cartão amarelo por puxar o seu adversário.