João Fonseca virou Djokovic mas garante: «Ele estava a destruir-me»
O tenista brasileiro João Fonseca, de apenas 19 anos, alcançou o maior triunfo da sua carreira ao derrotar Novak Djokovic, número quatro do mundo, numa batalha de mais de quatro horas, esta sexta-feira. Fonseca venceu por 3-2, depois de ter estado a perder por 0-2, com os parciais de 4/6, 4/6, 6/3, 7/5 e 7/5, garantindo pela primeira vez a passagem para os oitavos de final de um Grand Slam.
O brasileiro segundo tenista a conseguir uma reviravolta em Roland Garros contra Djokovic após estar a perder por dois sets a zero, e a fora em 2010.
«Estou arrepiado, sem palavras. Ainda não caiu a ficha. Estou exausto. Nem consigo pensar direito, falar muito menos, só estou a desfrutar do momento. E que momento», afirmou o jovem brasileiro, admitindo que duvidou da sua capacidade de recuperação.
«Acho que nem eu acreditava depois do segundo set, ele estava a destruir-me. Mudança de direção ridícula. Estava em todos os lados, estava calor. A bola ia rápida da raqueta», acrescentou.
Apesar de ter começado a perder por dois sets, o brasileiro não desistiu. «Acho que o facto de ele também estar a sentir o calor, talvez o cansaço, deu-me um pouco mais de esperança. Pensei: ‘Vamos continuar, vamos continuar.’ Fui pensando ponto a ponto, jogo a jogo. As coisas começaram a acontecer. E o quinto set… é coração», explicou.
O tenista elogiou a resiliência do sérvio, o maior campeão de Grand Slams da história. «O Djokovic simplesmente não erra. Ainda achamos que ele tem 20 anos… mas tem 39. Incrível. Sinceramente, no fim da partida, acho que ele estava mais inteiro fisicamente do que eu. É uma loucura», comentou Fonseca.
As condições climatéricas em Paris também desempenharam um papel. Fonseca revelou que o calor inicial o prejudicou, mas sentiu-se mais confortável com o cair da noite. «Quando começou a escurecer, senti as condições mais lentas, e para mim isso foi melhor porque consegui produzir um pouco mais de potência. No começo, estava a sofrer um pouco com o calor porque a bola estava a voar», analisou.