João Ferreira enfrentou dificuldades com o Toyota Hilux durante a segunda etapa-maratona
João Ferreira enfrentou dificuldades com o Toyota Hilux durante a segunda etapa-maratona

João Ferreira com pódio do Dakar desfeito por uma pedra

Piloto português não evitou o embate do Toyota Hilux numa rocha no piso e perdeu mais de duas horas e meia para os mais rápidos na segunda parte da etapa-maratona

João Ferreira ficou com a pretensão de lutar por lugar no pódio do rali Dakar desfeita por uma rocha. O piloto português não evitou o embate do Toyota Hilux numa grande pedra no piso durante a primeira parte da segunda etapa-maratona (a 9.ª da competição) e os danos no carro causaram a perda de mais de duas horas e meia para os adversários mais rápidos.

Ferreira até entrou bem na especial de 410 quilómetros cronometrados, disputada na região de Bisha, na Arábia Saudita, integrando o grupo da frente na fase inicial do percurso, mas o incidente fê-lo baixar à 141.ª posição no final, a 2:42.49 horas do vencedor, o polaco Eric Goczal (Toyota Hilux).

«Logo na primeira parte da etapa, uma fuga de óleo da caixa de direção deixou-nos sem direção assistida por cerca de 50 quilómetros. No pit-stop, a equipa ajudou-nos a reparar o problema e prosseguimos a bom ritmo. Depois, a 100 quilómetros do final, numa zona de velocidade limitada a 30 km/h, no pó de outro concorrente, bati numa pedra e arranquei uma das rodas da frente», explicou João Ferreira após a etapa, em que caiu para o 21.º lugar da classificação geral, a quase três horas do novo líder, o espanhol Nani Roma (Ford Raptor), que voltou ao topo da tabela da prova pela primeira vez desde 2014, edição disputada na América do Sul que venceu.

A partir de agora, o foco do piloto leiriense passa a estar nas vitórias em etapas. «Consegui reparar os estragos no carro, que parece estar ok, e acabar a etapa. O nosso único objetivo daqui para a frente será lutar pelo triunfo em etapas», assumiu João Ferreira.

Eric Goczal superou o tio, Michal Goczal (Toyota Hilux), por 7.45 minutos, com o australiano Toby Price (Toyota Hilux) a fechar o pódio, a 11.36. Na geral, o espanhol Carlos Sainz (Ford Raptor) subiu ao segundo lugar, a 57 segundos do companheiro de equipa, depois de ter sido penalizado por excesso de velocidade. O qatari Nasser Al-Attiyah (Dacia Sandrider) é terceiro, a 1.10.

A etapa ficou marcada por várias dificuldades para os pilotos que seguiam na frente. O francês Sébastien Loeb (Dacia Sandrider) ficou sem direção assistida, enquanto Al-Attiyah e o sueco Mathias Ekstrom (Ford Raptor) perderam-se no trajeto e cederam mais de 10 minutos.

Motos: Martim Ventura no 14.º lugar

Nas motos, o dia pertenceu ao espanhol Tosha Schareina (Honda), que venceu a etapa e recuperou tempo para a frente da corrida. Schareina bateu o australiano Daniel Sanders (KTM) por 4.35 minutos, com o sul-africano Michael Docherty (KTM) em terceiro, a 4.50.

O argentino Luciano Benavides (KTM) teve problemas de navegação, perdeu mais de 11 minutos e acabou por ceder a liderança da prova.

Entre os portugueses, Bruno Santos (Husqvarna) foi o melhor, na 23.ª posição, seguido de Martim Ventura (Honda), em 24.º. Nuno Silva (KTM) terminou em 87.º.

Na classificação geral, Sanders voltou ao comando, agora com 6.24 minutos de vantagem sobre o norte-americano Ricky Brabec (Honda). Benavides é terceiro, a 07.05 minutos. Martim Ventura ocupa o 14.º lugar da geral e é quarto entre as Rally 2. Bruno Santos é 18.º.

SSV: João Monteiro é 3.º da geral

Nos SSV, Hélder Rodrigues (Polaris) foi o melhor português, ao terminar em sétimo. João Dias (Polaris) foi 11.º e João Monteiro (Can-Am) 12.º. Bruno Martins (Polaris) concluiu em 24.º e Alexandre Pinto (Polaris) em 27.º. Na geral, João Monteiro ocupa o terceiro lugar, já a mais de uma hora do líder, o norte-americano Brock Heger (Polaris). João Dias é 10.º e Alexandre Pinto 17.º.

A segunda parte da etapa maratona (10.ª da prova) disputa-se na quarta-feira, com 368 quilómetros cronometrados para as motas e 420 para os automóveis.