Dakar: João Ferreira ascende ao top-10
João Ferreira subiu ao 10.º lugar da classificação geral dos automóveis do Rali Dakar, que continua a ser liderada pelo qatari Nasser Al-Attiyah depois de cumprida a oitava etapa, esta segunda-feira. Nas motos, o protagonismo foi do argentino Luciano Benavides, vencedor da oitava etapa e novo líder da categoria, em que o melhor português foi Martim Ventura (Honda), na 10.ª posição.
Ao volante do Toyota Hilux, João Ferreira prossegue uma trajetória ascendente e conseguiu, enfim, entrar no top-10 ao nono dia da prova (prólogo e oito etapas), uma especial cronometrada de 483 quilómetros com partida e chegada em Wadi ad-Dawasir, em que foi 17.º classificado.
O piloto português demorou mais 7.25 minutos do que vencedor da jornada, o sul-africano Saood Variawa, também em Toyota. Depois de na véspera ter ficado muito perto do triunfo, em segundo lugar, atrás do sueco Mattias Ekström (Ford), Ferreira admitiu que poderia ter alcançado melhor classificação, não fosse um furo.
«Esta foi uma etapa muito, muito difícil, onde logo no início perdemos algum tempo em relação aos nossos concorrentes mais diretos devido a um furo. Tentámos minimizar as perdas e a subida ao top-10 acaba por ser uma boa recompensa para a etapa que acabámos por fazer», sublinhou João Ferreira, que tem 35.08 minutos de atraso para o líder Nasser Al-Attiyah.
Al-Attiyah, ao volante de Dacia, concluiu a etapa na quinta posição, a 1.16 minutos de Variawa, e dispõe agora de quatro minutos de vantagem sobre Mattias Ekstrom e de 6.08 minutos sobre o sul-africano Henk Lategan (Toyota), segundo e terceiro classificados.
Motos: Martim Ventura 10.º na etapa
Nas motos, Martim Ventura (Honda) voltou a destacar-se como o melhor português, ao terminar a oitava etapa no 10.º lugar, a 19.20 minutos de Benavides. O argentino, que já tinha vencido a etapa anterior, repetiu o feito e destronou da liderança o colega de equipa na KTM, o australiano Daniel Sanders.
Benavides foi o mais rápido do dia, ao completar o percurso em 4:26.39 horas, superando Sanders por 4.50 minutos. Este resultado permitiu-lhe assumir o comando da geral, com uma vantagem mínima de 10 segundos sobre o australiano e de 4.47 minutos sobre o norte-americano Ricky Brabec (Honda), terceiro classificado.
Com este desempenho, Martim Ventura subiu do 17.º para o 14.º lugar da classificação absoluta, a 3:38.52 horas do líder, reforçando o estatuto de melhor motociclista português em prova. Bruno Santos (Husqvarna) foi 20.º na etapa, a 35.01 minutos de Benavides, mantendo-se no 18.º posto da geral.
João Monteiro no pódio de SSV
Ainda nos automóveis, destaque para João Monteiro (Can-Am), que foi terceiro na etapa na classe SSV, ascendendo do quarto ao segundo lugar da geral da categoria. Apenas o norte-americano Brock Heger (Polaris), novamente vencedor da etapa, segue à sua frente, com uma vantagem de 47.09 minutos sobre o piloto português, que foi o terceiro mais rápido em Wadi ad-Dawasir.
Menos sorte teve Gonçalo Guerreiro (Polaris). O piloto luso, que ocupava o quinto posto da classe SSV, foi obrigado a abandonar após um acidente perto do quilómetro 50. Acabou transportado de helicóptero para o bivouac, com suspeita de fratura num braço.
Na categoria Challenger, também entre os automóveis, liderada pelo espanhol Pau Navarro (BBR), Rui Carneiro (MMP) passou a ser o melhor representante português. Subiu ao nono lugar da geral, ultrapassando Pedro Gonçalves (BBR), agora 10.º, depois de concluir a etapa precisamente nessa posição.
Segue-se a segunda etapa-maratona
O Dakar de 2026 prossegue na terça-feira com a nona etapa, que assinala o início da segunda maratona da edição — disputada sem assistência técnica à chegada, obrigando os pilotos a uma gestão criteriosa dos veículos. A ligação entre Wadi ad-Dawasir e o bivouac de Bisha terá 418 quilómetros cronometrados.