João Almeida confirma que falha o Giro: «Não estarei pronto a tempo»
João Almeida não vai alinhar na próxima edição do Giro d'Italia, cuja partida está marcada para dia 8 de maio na Bulgária. O ciclista português anunciou a decisão através de uma mensagem nas redes sociais, justificando a ausência com problemas de saúde que comprometeram a preparação.
«Infelizmente não estarei no início do Giro d’Italia no próximo mês, como estava planeado. Problemas de saúde nos últimos meses afetaram demasiado a minha preparação e significam que não estarei pronto a tempo, o que é uma pena, porque é uma corrida de que gosto muito», explicou.
Após conversas com a equipa, a decisão passou por travar e redefinir o calendário competitivo. «Depois de falar com a equipa, decidimos que o melhor seria fazer um período de descanso e mudar o foco para novos objetivos mais à frente na temporada», acrescentou.
Para já, o corredor luso não tem ainda definidos os próximos desafios. «Ainda não estabelecemos esses novos objetivos, mas isso será feito com calma nas próximas semanas. Para já é tempo de descansar e voltar a construir a forma de forma gradual» referiu.
Apesar da ausência, João Almeida não esqueceu os companheiros de equipa que vão marcar presença na prova italiana: «Desejo a melhor sorte aos colegas para o Giro. Vou estar a apoiar à distância.»
O ciclista português adoeceu depois da Volta ao Algarve, em que foi terceiro, e falhou o Paris-Nice por não estar a 100%. Desde então, correu apenas a Volta à Catalunha, onde revelou não se sentir bem, sem que tenha sido avançado qual o problema de saúde que afeta o corredor.
O corredor de A-dos-Francos, de 27 anos, era apontado como o grande adversário de Jonas Vingegaard (Visma-Lease e Bike) na 109.ª edição da corsa rosa, que começa em Nessebar, na Bulgária, e termina em 31 de maio, em Roma.
João Almeida seria o líder único da UAE Emirates que oferecia ao português a oportunidade de concretizar o sonho que o persegue desde 2020, quando vestiu de rosa durante 15 dias e acabou em quarto lugar. Ou em 2023, o seu último Giro, em que alcançou o pódio (3.º). Na Vuelta, as suas ambições dependerão do campeão mundial, basicamente, se Pogacar pretender vencer a única grande Volta que lhe falta no currículo.
O plano inicial da UAE é dar ao esloveno espaço para lutar pela história no Tour - pode igualar os cinco títulos de Merckx e Hinault -, mas com Pogi nunca se sabe. Para Almeida, depois do Giro, o calendário previa os Campeonatos Nacionais e a Volta a Burgos para preparar a Vuelta, mas agora tudo poderá ser reequacionado.
A ausência de Almeida do Giro já tinha sido antecipada na edição desta segunda-feira do jornal Diário de Notícias.