Rodrigo Lima, Patrícia Silva, Salomé Afonso e Isaac Nader ofereceram a Portugal a primeira medalha na estafeta mista. Foto FPA
Rodrigo Lima, Patrícia Silva, Salomé Afonso e Isaac Nader ofereceram a Portugal a primeira medalha na estafeta mista. Foto FPA

Isaac Nader pede desculpa aos 'velhos do Restelo' e fala em «nova geração no meio-fundo»

«Estamos a mostrar que o meio-fundo e o fundo estão a voltar em grande força», disse o atleta algarvio após prata na estafeta mista nos Europeus de corta-mato

Isaac Nader disse que a medalha de prata que Portugal conquistou nas estafetas mistas nos Europeus de corta-mato, em Lagoa, mostra que há uma nova geração no meio-fundo do atletismo português.

«Todos demos tudo hoje para conseguir o segundo lugar. É muito importante para Portugal, é muito importante para nós. Eu acho que estamos a caminho da grande geração de ouro do atletismo português no meio-fundo. É só a minha opinião, os ‘velhos do Restelo’ que me desculpem», afirmou Nader, que é campeão do mundo em 1500 metros e fez o último percurso, subindo a equipa do 5.º ao 2.º lugar.

A estafeta nacional contou ainda com Salomé Afonso, Rodrigo Lima e Patrícia Silva.

‘Tivemos grandes atletas no passado, grandes nomes, mas eu acho que também têm de contar connosco. Estamos a mostrar que o meio-fundo e o fundo estão a voltar em grande força. Os portugueses têm de começar a pensar em grande e não ter medo de falhar», disse, elogiando toda a prestação nacional.

Acho que também têm de contar connosco. Estamos a mostrar que o meio-fundo e o fundo estão a voltar em grande força

«No final, correm quatro, não corre um, e estamos muito contentes. Se pudéssemos chegar um bocadinho mais à frente, eu acredito que teríamos vencido.

A estafeta nacional contou ainda com Salomé Afonso, vice-campeã europeia ‘indoor’ dos 1.500 metros e bronze nos 3.000, Rodrigo Lima e Patrícia Silva, bronze nos 800 em pista curta em Apeldoorn2025.

Patrícia Silva, a primeira corredora da estafeta, confessou ansiedade e nervosismo dos atletas lusos, talvez até por a prova ter sido em Portugal. «Dei o meu melhor, se calhar não foi o que eu ambicionava, mas foi o possível, e o que importa é que, no fim, conseguimos chegar ao segundo lugar», afirmou.

Rodrigo Lima quis ganhar posições «metro a metro», porque «cada metro que ganhasse contava». Já Salomé Afonso sublinhou que «cada esforço, independentemente da posição em cada um se encontra no momento, vale imenso a pena no resultado.»