Mundial
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Irmão de campeão olímpico é especialista em penáltis (e já tramou Carlos Queiroz)
Diz o ditado que os homens não se medem aos palmos e embora a altura possa parecer decisiva quando se fala de um guarda-redes, há outros atributos que podem entrar em campo e fazer a diferença. Que o diga Meshaal Barsham, guarda-redes natural do Sudão mas com dupla nacionalidade qatari, que está entre os eleitos do Qatar nesta edição do Mundial.
Lançado pelo treinador português Jesualdo Ferreira no Al Sadd, a 1 de dezembro de 2017, contribuindo para a vitória sobre o Al-Khor (3-2), o guardião de 28 anos tem 1,80 metros, mas compensa os centímetros que lhe faltam (para a média de um jogador na sua posição) com a agilidade herdada do irmão Muamer, medalha de ouro no salto em altura nos Jogos Olímpicos de 2020.
«É capaz de fazer defesas fantásticas. E é muito profissional, o tipo de guarda-redes que todos os treinadores querem», afirmou o ex-selecionador do Qatar, Félix Sánchez.
Melhor guarda-redes na conquista da Taça da Ásia de 2023 pelo Qatar, Meshaal Barsham tem como cartão de visita os penáltis. São a especialidade do jogador e bem pode dizê-lo Carlos Queiroz. A 18 de dezembro de 2021, quando liderava o Egito, o treinador português viu o terceiro lugar da Taça das Nações Árabes escapar no desempate por grandes penalidades. Quem estava na baliza do Qatar? Barsham, que não deixou Sherif levar a melhor, confirmando o terceiro lugar do pódio para os qataris.
Entre os postes nos últimos compromissos oficiais da seleção, a contar para a Taça das Nações Árabes, frente a Tunísia (0-3), Síria (1-1) e Palestina (0-1), Barsham aguarda agora luz verde do selecionador Julen Lopetegui.
Este artigo partiu do perfil de Meshaal Barsham que A BOLA publicou no âmbito da Guardian Experts’ Network, uma rede de troca de conteúdos liderada pelo conceituado jornal inglês, e que inclui meios de comunicação social de vários países representados no torneio.