Interclube prepara reestruturação completa a meio da época
O Interclube, atualmente na 14ª posição da tabela classificativa do Girabola, vive um momento de profunda reflexão e mudanças internas. Com o reinício do Girabola marcado para este sábado, o treinador da equipa da polícia, Roque Sapiri, partilhou os desafios de um projeto que busca estabilidade, num cenário de adversidade.
As sete ausências por lesão, na perspectiva do treinador, são o ponto mais crítico da preparação para o regresso. «A equipa enfrenta uma onda de problemas físicos que compromete toda a planificação», frisou o treinador.
Outros sete jogadores deverão ser afastados, obrigando assim a uma reestruturação no plantel do Interclube. Muitos dos jogadores lesionados apresentam lesões crónicas, detectadas apenas no início da pré-época e na véspera do fecho das inscrições para o campeonato angolano. Roque Sapiri admitiu que «houve falhas no processo inicial, nem todos os jogadores que chegaram realizaram os habituais exames médicos preliminares».
A equipa da polícia vem de uma derrota no último jogo do campeonato, referente à décima jornada, diante do Bravos do Maquis, por 2-1, e para o treinador o objetivo é conquistar a primeira de uma sequência vitórias já no primeiro jogo após o regresso à competição. «O processo precisa de tempo, mas o tempo não sabe esperar», afirmou o técnico, sublinhando que a adaptação à sua filosofia de jogo deve ser rápida.
Com poucos jogos restantes para o fim da primeira volta, o Interclube assume uma postura pragmática. A dispensa de jogadores (por lesão ou falta de adaptação) abre a porta à contratação de novos reforços para garantir a sustentabilidade da equipa. O clube tem foco na estabilidade. A prioridade é abandonar os altos e baixos para assegurar um lugar condizente com a dimensão do clube.