O CEO da NOS, Miguel Almeida, e p presidente do Benfica, Rui Costa, selaram o acordo — Foto: SL Benfica
O CEO da NOS, Miguel Almeida, e p presidente do Benfica, Rui Costa, selaram o acordo — Foto: SL Benfica

CEO da NOS diz que acordo com o Benfica teve «incremento de custos inferior à inflação»

Miguel Almeida fala em «extensão» do contrato original

Miguel Almeida, presidente executivo da NOS, relativizou o recente acordo de 104,6 milhões de euros pelos direitos televisivos do Benfica, descrevendo-o como uma mera «extensão» do contrato original (2016-2026), e sublinhando que o aumento dos custos ficou abaixo da taxa de inflação.

Em conferência de imprensa realizada esta quarta-feira, na sede da operadora, em Lisboa, para apresentação dos resultados anuais, o gestor explicou o novo vínculo, assinado em janeiro, que prolonga a parceria por mais duas épocas, até 2028.

«Em relação ao Benfica, a pergunta devia-se ter colocado em 2015», começou por afirmar Miguel Almeida, quando questionado sobre a lógica económica do negócio. «Em 2015, a NOS estabeleceu um acordo com o Sport Lisboa e Benfica. Esse acordo era por dez anos e ia de 2016 a 2026. Portanto, o acordo termina no fim desta época desportiva», contextualizou, citado pelo jornal ECO.

O presidente executivo da NOS insistiu que a operação representa «uma manutenção do status quo». «Aquilo que nós fizemos, na prática, independentemente dos embrulhos que se queiram dar, foi uma extensão desse acordo por mais dois anos, até 2028, que é a altura em que se prevê, ou está prevista, a famosa centralização», detalhou.

Recorde-se que, no final de janeiro, a SAD benfiquista e a NOS anunciaram a celebração de um contrato de cedência de direitos de transmissão no valor de 104,6 milhões de euros. Na altura, o Benfica classificou o negócio como «o contrato mais alto de sempre celebrado em Portugal».

«É uma extensão de um contrato existente, de um acordo existente, com um incremento de custos inferior à inflação, já agora. Portanto, não tem nenhum racional novo. Temos que recuar a 2015 para perceber o racional», resumiu Miguel Almeida.

Na mesma ocasião, o CEO da NOS abordou a participação de 25% na SportTV, garantindo que a posição é para manter. «Nós estamos na SportTV há 25 anos, desde sempre. Não vemos razão para sair. E, pela razão histórica que presidiu à lógica do negócio da altura, vamos ficar. Estamos confortáveis com essa participação, não vemos razão para a aumentar ou diminuir», concluiu.

De referir que a NOS apresentou 245,9 milhões de lucro em 2025. Uma quebra de 9,6% relativamente ao ano anterior.