Infantino sobrevive a reunião e FIFA diz que «os erros foram reconhecidos»
A FIFA confirmou esta quarta-feira à noite, após uma reunião dos seus altos dirigentes em Rabat, que Gianni Infantino permanece no cargo de presidente.
Em comunicado, o organismo revelou que Infantino apresentou um pedido de desculpas por escrito ao Conselho da FIFA e às 211 federações-membro (por não as ter consultado sobre a venda dos direitos do Campeonato do Mundo) e disse que o dirigente continua a gozar de total apoio da sua equipa de gestão.
«Após a reunião em Rabat, Marrocos, o Secretário-Geral da FIFA e os membros presentes do Conselho de Administração da FIFA confirmaram o seu total apoio ao Presidente Gianni Infantino, como o único oficial eleito pelas 211 federações-membro», lê-se na nota.
«Por sua vez, o presidente reiterou o seu total apoio ao Secretário-Geral e à administração da FIFA pelo seu trabalho necessário e extraordinário na implementação da sua visão. Foi discutido e acordado que os processos, a comunicação e a interação entre o Presidente, o Secretário-Geral e o Conselho de Administração que apoiam a realização desta visão podem e devem ser continuamente melhorados em termos de eficácia e eficiência. A este respeito, a liderança máxima está totalmente confiante de que os resultados da reunião de hoje fortalecerão a governação, ajudarão a restaurar a confiança na organização e permitir-nos-ão preparar-nos de forma unida e transparente para os próximos grandes eventos e desafios, enquanto continuamos a nossa missão de desenvolver o futebol em todo o mundo», acrescenta o comunicado.
Embora a nota reconheça que Infantino pediu desculpa pelo seu papel na proposta abandonada da «FIFA Forward Enterprise», que previa a venda de 21% dos direitos comerciais da FIFA a investidores privados, também insiste que a FIFA não tolerará mais contestações à sua forma de governação — apesar do aviso, a UEFA continua à procura de um candidato para se opor a Infantino nas eleições presidenciais do próximo mês de março, que também se realizarão em Rabat.
«Os erros cometidos foram reconhecidos», continua o comunicado. «Foi acordado que a intenção não era fazer com que o Conselho da FIFA e as federações-membro se sentissem excluídos do processo, e que o processo deveria ter sido gerido de forma diferente. Além disso, foi reconhecido que foram cometidos erros mesmo depois de a proposta ter sido divulgada aos meios de comunicação.»
Numa carta separada enviada ao Conselho da FIFA e às federações-membro, foi apresentado um pedido de desculpas por estes erros, com o compromisso de garantir que não se repetirão. Será agora realizada uma auditoria, e um relatório será apresentado ao Conselho da FIFA na sua próxima reunião ordinária.
Conforme anunciado anteriormente, a proposta da FFE, que estaria sujeita à aprovação das federações-membro da FIFA e do Conselho da FIFA, já não está em cima da mesa. Uma vez que o projeto foi retirado, foi acordado que a FIFA não tolerará mais quaisquer ataques à sua integridade, boa governação e procedimento devido, e que tomará todas as medidas necessárias para proteger e preservar o seu nome e reputação.
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