Gianni Infantino, presidente da FIFA
Gianni Infantino, presidente da FIFA - Foto: IMAGO

Infantino passaria a ganhar seis vezes mais se proposta polémica avançasse

Venda de participações comerciais do Mundial a investidores privados caiu por terra após críticas de vários organismos

Gianni Infantino, presidente da FIFA, iria receber um salário milionário, caso a sua proposta para a entrada de investidores privados no Campeonato do Mundo avançasse, noticia o The Times.

De acordo com a publicação, o plano controverso do organismo que rege o futebol mundial teria permitido a Infantino arrecadar dezenas de milhões de euros. Segundo fontes próximas do processo, a intenção era que o dirigente assumisse o cargo de diretor executivo ou comissário, com um salário base anual de 30 milhões de dólares (cerca de 26 milhões de euros), fora bónus — valor muito superior aos €4,1 M auferidos em 2025, nas funções atuais.

A proposta, denominada Forward Enterprise (FFE), pretendia vender participações comerciais do Campeonato do Mundo a investidores privados, o que levou várias federações-membro, incluindo a UEFA, a ameaçarem um boicote total ao torneio.

Infantino acabaria por recuar e a reação da UEFA foi imediata, saudando a decisão e retirando confiança ao seu líder: «Não podemos continuar assim com esquemas secretos, em prazos acelerados, engendrados por indivíduos sem rosto e de benefício duvidoso para o jogo. Temos de identificar os responsáveis e responsabilizá-los.»

Por sua vez, Infantino defendeu-se, descrevendo o projeto como um mero «exercício de consulta»: «O nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar. Como resultado, esta proposta não avançará.»

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