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Primeiro-ministro britânico considera Infantino «a pessoa errada» para liderar a FIFA
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, criticou duramente Gianni Infantino, afirmando que o presidente da FIFA é «a pessoa errada para liderar» o organismo que rege o futebol mundial. A declaração surge na sequência da revelação de um plano que permite a entrada de investidores privados na exploração comercial dos Campeonatos do Mundo.
«Foi uma proposta ultrajante. O simples facto de ter sido sequer considerada demonstra, na minha opinião, que [Infantino] é a pessoa errada para liderar a organização», declarou Burnham aos jornalistas durante uma visita a Sheffield.
A controvérsia centra-se na criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), uma nova estrutura destinada a gerir a exploração comercial de competições como o Mundial e o Mundial de Clubes, tanto masculinos como femininos, com a entrada de capital privado. As atividades abrangidas incluem direitos de transmissão, patrocínios, bilhética e licenciamento.
A contestação ao plano de Infantino tem vindo a crescer e já provocou uma demissão de peso. Carlos Cordeiro, conselheiro do presidente da FIFA, anunciou a sua saída imediata em oposição frontal à medida.
«Deixem-me ser claro: não tive qualquer participação nesta proposta e oponho-me categoricamente a ela. É má para as federações-membro da FIFA, má para o futebol e má para o futuro do desporto a longo prazo», escreveu o norte-americano de ascendência portuguesa na rede social LinkedIn.
A UEFA, que representa 55 federações europeias, manifestou a sua oposição, tendo chegado a ameaçar não participar em futuras competições da FIFA, incluindo o Mundial, caso o plano avançasse. A CONCACAF também rejeitou a proposta. Por sua vez a CAF (Confederação Africana de Futebol) recomendou às suas associações-membro a análise do plano.
A FIFA prometeu que os investidores privados seriam sempre acionistas minoritários e estima que o projeto poderia gerar uma receita de até 4,2 mil milhões de dólares (cerca de 3,66 mil milhões de euros). Caso se concretize, a dotação para cada uma das 211 federações-membro poderia aumentar para 20 milhões de dólares (€17,5 M) entre 2027 e 2030.