Líder do balneário do Vila Nova teceu rasgados elogios à prestação da sua equipa no Dragão — Foto: Rogério Ferreira/Kapta+
Líder do balneário do Vila Nova teceu rasgados elogios à prestação da sua equipa no Dragão — Foto: Rogério Ferreira/Kapta+

Hugo Oliveira: «Tenho de tirar o chapéu aos meus rapazes»

Treinador do Famalicão não poupou nos elogios à sua equipa após o duelo diante do FC Porto. O golo no último suspirou, que ditou o ponto conquistado, nem foi, assume o mais importante. Porque acima disso, confessa, esteve uma exibição de grande nível dos minhotos. Futuro encarado com a mesma tranquilidade de sempre

Hugo Oliveira não teve como esconder o sentimento de orgulho que sente na sua equipa. Para quem acompanhe o trabalho do treinador esta tese não é de agora, mas esta noite, no Estádio do Dragão, o líder do balneário do Famalicão ficou particularmente feliz com tudo o que viu.

E nem mesmo o ponto conquistado no último suspiro, quando Rodrigo Pinheiro selou o 2-2 final no reduto do FC Porto, foi tão importante como a qualidade de jogo evidenciada pela sua equipa.

«A equipa abordou o jogo como normalmente aborda, com a coragem habitual, com os nossos princípios e caminhos. Jogámos diante de um grandíssimo adversário, muito forte e com muitas alternativas, não só do ponto de vista individual, mas também coletiva. O jogo entrou numa toada forte e muito tática, pelo que tenho de tirar o chapéu aos meus rapazes. Tiveram um comportamento incrível do ponto de vista da interpretação do jogo e tivemos jogadores com exibições fantásticas. O [Gustavo] Sá, por exemplo, na capacidade de procurar e encontrar o espaço quando ganhávamos a bola para fazermos as nossas ligações habituais. Sentir onde estava o espaço e depois virar-se para a frente... fabuloso! Mas depois, sem bola, saber quando é que tinha de saltar [à pressão] e baixar. A capacidade interpretativa dos jogadores foi muito boa e mantendo sempre a coragem. Mesmo perante um ambiente fantástico. Foi um grandíssimo jogo de futebol. Para nós, e depois do que fizemos aqui hoje, o resultado seria sempre o menos importante. Importante é, de facto, o desenvolvimento de jogo e desta ideia. Parabéns aos rapazes», começou por dizer na zona de entrevistas rápidas da Sport TV.

Sobre o momento do golo que ditou o desfecho deste desafio da 28.ª jornada, Hugo Oliveira voltou a apontar o mérito à crença do coletivo: «O que nos alimenta na vida é queremos viver emoções e não ir apenas sobrevivendo esperando pelo que a vida dá. A nossa ambição está sempre no máximo, estamos sempre esfomeados por tudo. Há jogo até ao final e nós acreditámos sempre. Sentimos que dava qualquer coisa e merecemos por aquilo que trabalhámos. Quantas defesas fez o nosso guarda-redes? Quantas defesas fez o guarda-redes do FC Porto? Quantas vezes chegámos em zonas de definição, do primeiro ao último minuto? Sem tirar mérito a um adversário fortíssimo, que está em primeiro lugar com muito mérito e que tem muita capacidade, isto ainda nos faz sentir mais valorizados. Para mim, o sábado de Páscoa é um dia muito especial, as minhas lembranças de criança ao sábado de Páscoa são de ir com o meu pai ao futebol. É um dia bonito. Dar esta emoção e estas memórias aos nossos adeptos também é bonito. Agora é descansar, amanhã Páscoa com as famílias e depois continuar a trabalhar como sabemos.»

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Olhando para a frente, o Famalicão continua totalmente inserido na luta pelo apuramento europeu, mas também tem um calendário de elevado grau de exigência até final do campeonato. Mas os desafios vindouros não preocupam o treinador do emblema de Vila Nova.

«Quem joga desta maneira nunca pode estar assustado. Quem tenha estado atento ao nosso campeonato vê que nunca estivemos assustados. Jogamos sempre de maneira igual. Tiramos daqui um momento de felicidade para os nossos adeptos e o facto de sermos fiéis a nós próprios numa casa muito difícil e perante um adversário fortíssimo. Agora é continuar a trabalhar, fazer crescer e viver momentos. A vida é viver momentos», concluiu.