Líder do balneário do emblema de Vila Nova focado apenas no embate com os rioavistas - Foto: Famalicão
Líder do balneário do emblema de Vila Nova focado apenas no embate com os rioavistas - Foto: Famalicão

Hugo Oliveira: «O nosso maior sonho, e ainda esta noite sonhei com isso...»

Treinador do Famalicão não quer pensar na qualificação europeia: o foco está apenas no jogo de amanhã com o Rio Ave. Elogios aos vila-condenses, mas crença absoluta no triunfo. E nem a ausência de três habituais titulares lhe tiram o sono. Renovação de contrato será... para outras núpcias

O próximo jogo. Será sempre este o foco de Hugo Oliveira. E é só com o Rio Ave que o treinador do Famalicão está preocupado. Afinal, o futuro imediato dos minhotos é em Vila do Conde, por ocasião do embate da 24.ª jornada da Liga, que está agendado para as 20h30 deste domingo.

E é por via desta mentalidade de concentração absoluta para cada jogo que o líder do balneário dos azuis e brancos do Minho nem quer ouvir falar do que poderá acontecer no final da época, mais concretamente nas possibilidades que o clube tem de poder lutar pelo apuramento europeu: «O nosso maior sonho, e ainda esta noite sonhei com isso, era ganhar ao Rio Ave

Foi assim, de forma, absolutamente pragmática, que Hugo Oliveira respondeu aos jornalistas quando instado a comentar a hipótese matemática que o Famalicão ainda tem de chegar ao 5.º lugar do campeonato.

Olhando, precisamente, à deslocação a Vila do Conde, o técnico perspetiva um embate de elevado grau de dificuldade, ainda que, e pese embora os elogios que faça ao adversário, reforce a crença naquilo que a sua equipa pode fazer. «Espero um jogo difícil. A nossa Liga é extremamente competitiva, todos os jogos têm uma história dura. Vamos defrontar uma equipa que têm os seus objetivos, que luta por eles e que sabe que tem as jornadas a caminhar para o seu final. Mas o nosso foco nunca é a luta do adversário, é a nossa luta e são os nossos objetivos. Temos de continuar a fazer bem o que temos feito bem e fazer melhor o que não temos feito tão bem. É assim que continuamos o nosso desenvolvimento. De preferência, a dar mais uma vitória e mais uma felicidade aos nossos adeptos, que, mesmo sendo num domingo à noite, tenho a certeza que vão estar presentes e que nos vão empurrar para um resultado positivo», salientou, na conferência de Imprensa realizada ao início da tarde deste sábado.

E por muito que a formação orientada por Sotiris Silaidopoulos tenha capacidade para fazer frente aos famalicenses, irá encontrar um oponente muito preocupado com o seu próprio processo: «Temos sido regulares. Todas as épocas têm fases e momentos. O que queremos é que as nossas performances sejam iguais em casa e fora. A nossa resposta tem de ser sempre positiva e este jogo é mais um foco para darmos uma resposta à nossa imagem. Vamos jogar num estádio que é sempre difícil, também pelas condições climatéricas, diante de um adversário que tem jogadores de muita qualidade e que tinha no seu objetivo ficar muito acima do lugar em que está. Reforçou-se muito forte no mercado de janeiro e quererá dar uma resposta. Nós queremos dar continuidade ao nosso trajeto de regularidade.»

E a ambição de Hugo Oliveira não se compadece com qualquer tipo de pressão acrescida. É, na ótica do treinador, exigência. E sempre máxima. «Pressão é aquela que damos a nós próprios, que é a de sermos melhores diariamente. A pressão que vamos ter neste jogo é a que temos em todos os outros, ou seja, encarar o jogo para ganhar e não deixarmos de ser fiéis às nossas ideias e aos nossos princípios. Temos de ter a capacidade, a audácia e a astúcia de trazer o jogo para o nosso lado e colocar as nossas forças acima das forças do adversário», analisou.

Com Justin de Haas, Pedro Bondo e Gustavo Sá de fora, uma vez que todos completaram uma série de cinco cartões amarelos diante do Casa Pia, pelo que vão cumprir um jogo de suspensão, Hugo Oliveira não demonstra qualquer tipo de preocupação. Porque o plantel, assume, dá-lhe totais garantias: «Nasemana passada tinha dito que era um treinador feliz por ter o grupo todo à disposição, tirando o Óscar [Aranda]. Mas também disse, e reforço, que não ficamos menos capazes de atingirmos os nossos objetivos por termos jogadores castigados. Os castigos fazem parte do regulamento, são as regras do jogo, e nós temos de dar resposta porque temos um plantel extremamente equilibrado. Todos os jogadores têm qualidade e lutam pelo seu espaço. A equipa sabe o que tem de fazer, não vai ser desculpa e vão estar 11 dentro de campo a lutar pelos ideais do Famalicão. Acreditamos muito em todos.»

A finalizar, Hugo Oliveira foi desafiado a abordar o tema da renovação de contrato. E também nesta matéria houve... pragmatismo absoluto: «Não há novidades e isso não é o mais importante neste momento. O mais importante é o Rio Ave. Existe uma identificação muito grande entre o treinador, o staff técnico, a administração e o proprietário. O caminho é o do desenvolvimento. Mas o foco agora é o Rio Ave, depois será o Arouca… As coisas acontecem naturalmente e, acima de tudo, o que tem de acontecer nesta casa é o melhor para o Famalicão. E as pessoas que estão à frente do Famalicão certamente que tomarão as melhores decisões para o futuro do Famalicão