Histórias de José Eduardo... que também passam por Saltillo
Amigos, ex-companheiros, família. José Eduardo, empresário que jogou no Sporting lançou na Estufa Fria o livro 'Nunca fui apenas eu' e para contar histórias de uma vida lá estiveram Augusto Inácio (antigo futebolista e treinador), Eduardo Barroso (médico que foi dirigente do Sporting), Marçalo Grilo (ex-ministro), os antigo jogadores Shéu e Hugo Leal. E também Pizzi, João Benedito (dos melhores guarda-redes da história do futsal),entre muitos outros.
Os direitos de autor do livro 'Nunca fui apenas eu' revertem a favor da Cruz Vermelha, representada pelo presidente António Saraiva e esta vertente foi destacada em muitos momentos de uma cerimónia que falou de toda a vida de José Eduardo, das origens ao futebol, passando pela vida empresarial na Casa do Marquês.
No final, José Eduardo ficou um pouco à conversa com os jornalistas e vincou a emoção que foi sentindo: «Este foi um dia emocionante, em que se recordaram algumas passagens da minha vida e da minha família. Estou feliz, extremamente feliz.»
Muito se falou na cerimónia de Saltillo. Para os mais jovens talvez não diga muito, mas para muitas gerações foi um momento marcante a luta dos jogadores por melhores condições de trabalho durante e até antes da partida para o Mundial de 1986. José Eduardo revela que o livro também fala desse momento.
Este livro é também «um documentário sobre o caso Saltillo», revela José Eduardo, que vai acrescentando alguns dados: «Ainda não foi dito tudo sobre o caso Saltillo, que foi a revolução, um 25 de Abril no futebol português. É o momento transforma o futebol português, que passa de um amadorismo, que era um amadorismo gritante, para o profissionalismo. Isso tem depois, eco através do professor Carlos Queiroz, quando conquista o primeiro campeonato do mundo de sub-20, como sabemos. Mas o grande pontapé de saída é dado pelos jogadores que se revoltaram em Saltillo, no México, no Campeonato do Mundo. E tiveram depois a ajuda do Sindicato dos Jogadores, onde eu tive intervenção».
Curiosamente, o livro é lançado no dia em que foi divulgada a lista final para o Mundial de 2026, que também se jogará no México, mas também nos Estados Unidos e Canadá.
José Eduardo, fala de um momento de felicidade para a Seleção: «Somos um país riquíssimo em talento e o grande desafio e unir isso ao trabalho. Se tivermos a capacidade de nos superarmos, conseguimos tudo e até sermos campeões do mundo. Somos um país pequeno, mas já ganhámos o Prémio Nobel da Literatura e da Medicina. Temos artistas fantásticos. Temos o melhor jogador do mundo. Enquanto nação do futebol temos de acreditar que podemos ser os melhores do mundo.»
Se há condições para sonhar? José Eduardo sente que temos tudo para chegarmos ao título: «Vamos ver se conseguimos, porque realmente temos talento, temos jogadores extraordinários, temos uma estrutura federativa também muito boa, muito profissionalizada. Temos tudo para acreditar.»