Sporting implacável sobre o FC Porto no jogo 2 das meias-finais
O treinador do Sporting mostrou confiança inabalável na resposta da equipa à derrota caseira, clara, por onze pontos, frente ao FC Porto no primeiro jogo, no último sábado, e não foi só um discurso motivacional. A razão assistiu a Luís Magalhães desde os instantes iniciais do segundo clássico em três dias no João Rocha, com os leões a imporem-se em toda a linha aos dragões, arrancando para uma vantagem substancial e desde logo decisiva de 17 pontos ao intervalo (57-40), fechando o jogo por 88-73.
O Sporting entrou fortíssimo e dominou graças à eficácia impressionante atrás da linha de três pontos (57% ou 8/14 na primeira parte). Os leões abriram com um parcial de 11-0, impulsionados pelos triplos de Malik Morgan, Claude Robinson e Stephan Swenson, obrigando Fernando Sá a pedir desconto de tempo muito cedo. Apesar das respostas de Wesley Washpun e Cornelius Hudson, o Sporting manteve sempre o controlo e fechou o primeiro período na frente por 30-20, num autêntico festival de lançamentos exteriores por ambas as equipas, com 14 triplos convertidos no total (FC Porto contribuia com seis).
No segundo período, a equipa leonina continuou imparável. Diogo Ventura assumiu protagonismo com dois triplos consecutivos e ajudou a aumentar a vantagem para 20 pontos (44-24), coroando um parcial de 14-4. O FC Porto teve dificuldades em travar a intensidade ofensiva verde e branca, embora tenha conseguido reduzir ligeiramente a diferença nos minutos finais antes do intervalo, graças a triplos consecutivos de Washpun e Robert Beran. Ainda assim, o Sporting chegou ao descanso em clara vantagem, a vencer por 57-40 e a confirmar uma primeira parte de enorme eficácia.
O primeiro cesto da segunda parte foi do FC Porto, mas não teve continuidade, entrando-se numa fase de cinzentismo no jogo, com falhas técnicas mútuas. O brilhantismo só regressou a quatro minutos do final do terceiro período, com triplo portista, por Washpun, reduzindo o atraso dos dragões para 15 pontos (64-49). Mas quando os visitantes atingiram um parcial de 8-14 (65-54), Luís Magalhães parou o jogo e a equipa leonina reagiu de imediato com 6-0, a fixar o resultado aos 20 minutos em 71-54.
O último período parecia não trouxer alterações à toada do jogo, nem ao vencedor que se anunciava, mas emergiu Cornelius Hudson com dois triplos a aproximar o FC Porto a 11 pontos (82-71), a menor diferença em muitos minutos, com 3 minutos por disputar. Mas duas falhas atacantes dos portistas, com contra-ataque eficaz resolve definitivamente o clássico a favor do Sporting.