Girabola arranca com tropeço do campeão Petro no Dundo

Pela primeira vez em muito tempo, foi o Dundo, capital da Lunda-Norte, e não Luanda, a receber o pontapé de saída da 49.ª edição do Girabola

O relógio marcava 15 horas quando o árbitro apitou para o início da partida, sob o olhar atento dos adeptos que fizeram questão de marcar presença numa tarde histórica para o Desportivo da Lunda-Sul, em casa emprestada. 

O Petro de Luanda chegava com a pressão habitual de quem carrega o peso das conquistas. Sob o comando de João Pedro Sousa, os tricolores tinham um único objetivo traçado: começar com vitória a defesa do título. Mas o futebol, muitas vezes, escreve as suas próprias linhas, e estás às vezes são tortas, mas erradas. Depois de noventa minutos de luta, entrega e algum nervosismo natural de início de época, nem um lado nem o outro conseguiu inclinar a balança a seu favor.

O marcador não se mexeu e o 0-0 foi o resultado final.Um resultado que, à primeira vista, pode parecer pouco empolgante nas estatísticas, mas que carrega o significado de um ponto ganho para o anfitrião e de dois perdidos para o favorito. Para o Desportivo da Lunda-Sul foi um forte sinal do quer ser esta época para os grandes. Para o Petro fica o alerta: a estrada rumo ao Hexa começa mais dura do que se esperava.

Depois da conquista da Supertaça, o Petro de Luanda foi travado.E assim, entre aplausos moderados e suspiros de quem queria golos, o Girabola 2026/27 deu os seus primeiros passos — prometendo, nos próximos jogos, muito mais emoção.

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